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Vítima de atentado volta a Belém

Erilen Gaia, 22, a garota paraense que foi atacada a facadas pelo ex-namorado da mãe dela, Bruno Almeida, em Lisboa, no dia 28 de março de 2012, chega a Belém amanhã, às 13h. “Eu ainda estou em tratamento e devo fazer mais um cirurgia na mão esquerda”, di

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Erilen Gaia, 22, a garota paraense que foi atacada a facadas pelo ex-namorado da mãe dela, Bruno Almeida, em Lisboa, no dia 28 de março de 2012, chega a Belém amanhã, às 13h. “Eu ainda estou em tratamento e devo fazer mais um cirurgia na mão esquerda”, diz Erilen, que já passou por outras três cirurgias e já está quase totalmente recuperada.

Ela ainda vive em Lisboa e vem visitar o pai, o funcionário público Zaqueu Gaia, 61, que mora em Belém. Erilen chega num voo da TAM, depois de uma conexão no Rio de Janeiro. “Eu e toda a galera estaremos lá pra recebê-la. A festa começa lá e só vai terminar aqui em casa. Vamos reunir amigos e toda a família, afinal, foi um milagre. Ela está viva e linda”, diz Zaqueu Gaia, feliz com a visita da filha e convidando todos para irem ao aeroporto “conferir esse milagre”.

Ele contou que Erilen foi agredida quando tentou defender a mãe, Ester Xabregas, que, segundo conta, estava sendo atacada com uma faca por Bruno Almeida, um português sem profissão definida que não teria aceitado a separação.

Segundo Zaqueu, a filha segurou a faca com a mão esquerda e cortou os tendões, que ainda vão ser operados. Depois levou várias pancadas na cabeça que resultaram em fratura do crânio. Bruno ainda é acusado de aplicar várias facadas no estômago de Erilen, que ainda sofreu várias escoriações na testa e no nariz.

“Ele queria matar a mãe dela e as trancou no apartamento, elas ficaram indefesas”, lembra Zaqueu, que foi em Lisboa visitar a filha depois do crime. “Foi lá que eu percebi que ele não era um homem sério”. Bruno Almeida está preso e o julgamento dele já está na fase final. Todas as testemunhas já foram ouvidas, informa Zaqueu.

Zaqueu reclama que só recebeu apoio da Embaixada Brasileira em Portugal, mas assim mesmo não conseguiu apoio financeiro para comprar passagens porque o órgão não tem verbas para isso. “Mas o importantes é que ela está viva e bem e está vindo para cá. Estou muito feliz”, completou.

(Diário do Pará)

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