O Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ganhou proporções maiores desde a primeira edição, em 1998. Hoje, com o intuito de democratizar as vagas do ensino superior e sendo porta de entrada para programas como o ProUni, Fies, Sisu e Ciência Sem Fronteiras, o Enem bate novamente o recorde de candidatos, com 7.834.024 inscrições.
O estudante Ricardo Branco, 17, cursa o convênio em uma escola particular e vai fazer o Enem com o objetivo de conquistar uma vaga no curso de medicina da Universidade Federal do Pará.
Ricardo foi um dos 355.280 paraenses que se candidataram este ano ao Enem. As inscrições encerraram na última segunda- feira.
“É um exame que contempla todas as matérias do ensino médio necessárias para a formação do estudante que está prestando vestibular”, define.
O vazamento de questões, furto de provas e redações consideradas aptas ainda que contendo receita de miojo, não desestimularam a candidatura dos estudantes, mas atingiram a imagem de isonomia e lisura do processo. “Quem sai prejudicado é o aluno que faz o Enem com o sonho de cursar o ensino superior”, pontua a especialista em educação Angelina Paes.
No entanto, a especialista acredita que novos recordes serão batidos a cada ano. “A tendência é aumentar o número de candidatos”. Com estrutura diferenciada em relação aos vestibulares tradicionais, o Enem – composto por quatro provas objetivas com 45 questões cada e uma redação –, é considerado mais cansativo e contextualizado.
O modelo, de acordo com Paes, não engloba os conhecimentos de todos. “O Enem abrange habilidades e competências que as provas tradicionais não abrangem, mas acaba dificultando um pouco a vida do alunado que não tem preparação para tal, como o estudante de escola pública que não entende o que é o Enem realmente”, frisa.
(Diário do Pará)
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