Equipes da vigilância sanitária da Secretaria Municipal de Saúde de Belém estão fazendo visitas às escolas em que há suspeitas de casos de contaminação da gripe H1N1. Anteontem e ontem, técnicos da vigilância sanitária se reuniram para orientar estudantes, professores e servidores das escolas estaduais Augusto Meira, no bairro de São Braz, e Rodrigues Pinagé, no Marco. Na semana passada morreu o professor Arão Saraiva, da primeira escola, acometido pela gripe A; e na outra a comunidade escolar ficou apavorada com a notícia de que uma aluna estaria com a doença, que não foi confirmada nos exames realizados. Para evitar a suspensão das aulas, os profissionais de saúde foram orientar toda comunidade escolar sobre os procedimentos que devem ser seguidos para evitar novas contaminações.
De acordo com a chefe da Divisão Epidemiológica da Sesma, Leila Flores, nenhuma escola da rede pública ou privada precisa paralisar as atividades por causa de casos de suspeita da gripe H1N1 ou mesmo em casos confirmados com morte, como ocorreu com o professor do colégio Augusto Meira. “É necessário que a direção das escolas mantenha a rotina, mas com os cuidados gerais com salas arejadas, higienizadas, se for possível com portas e janelas abertas para circular o ar”, ensina Leila.
Os estudantes, professores ou qualquer funcionário gripado, mesmo que seja a gripe comum ou qualquer outra forma de gripe, deve evitar ir à escola para não contaminar os colegas. “Em nenhum caso suspeito será necessário suspender as aulas. Mas a direção da escola precisa avisar a vigilância sanitária para darmos orientações à comunidade escolar”, alerta Leila Flores.
Ela esclarece ainda que não há formas de desinfecção dos prédios das escolas contra o vírus da gripe H1N1, como os estudantes e professores cobraram após a morte do professor Arão Saraiva. Leila Flores explica que a gripe deve ser evitada por contato com pessoas contaminadas, através da tosse, espirro e outras formas.
Em casos de outras escolas ou qualquer órgão em que as pessoas se sentirem ameaçadas pela doença, podem solicitar orientações da equipe da vigilância sanitária da Sesma.
16 MORTES NO PARÁ
Até ontem, 16 pessoas morreram no Estado do Pará acometidas pelo vírus Influenza, segundo dados da Secretaria Estadual de Saúde (Sespa). Destas, nove pelo vírus H1N1, uma pelo H3N2, três pela influenza tipo B, uma por H1N1 e vírus respiratório sincicial, uma vírus respiratório sincicial e uma por influenza não especificada. No caso do professor Arão Saraiva, segundo informa a Sespa, ele tinha cardiopatia crônica e, apesar de fazer parte do grupo de risco, não havia tomado a vacina contra a gripe, cuja campanha é gratuita, distribuída pelo Ministério da Saúde.
No total, informa a Sespa, até 24 de maio houve 233 notificações de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG), com 82 resultados positivos, sendo 45 para H1N1, 02 para H3N2, 12 para Influenza B, 05 para Influenza A inconclusivo e 18 para outros vírus sazonais.
Belém, Barcarena, Ananindeua, Breu Branco, Marituba, Cametá, Novo Repartimento e Ponta de Pedras são os municípios que foram confirmados nos casos de Influenza A H1N1, A H3N2 e Influenza B. Nestes casos, informa a Sespa, são municípios em que os infectados residem e não em que a transmissão ocorreu.
Atualmente o Ministério da Saúde determina que sejam vacinadas gratuitamente as pessoas que integram grupos de risco, como portadores de doenças crônicas (diabetes, cardiopatias, doenças respiratórias, entre outras), além de grávidas, crianças até dois anos e idosos. Quem não integra o grupo de risco pode adquirir a vacina contra a influenza tipo A apenas em clínicas privadas ao custo médio de R$ 150.
(Diário do Pará)
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