Perto do fim do prazo de 24h determinado pela Justiça Federal para que a Fundação Nacional do Índio (Funai) providencie a retirada pacífica dos cerca de 140 índios Munduruku que ocupam o principal canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte desde a segunda-feira (27), os manifestantes continuam no local e afirmam que não pretendem sair sem conversar com representantes do Governo Federal.
Segundo o Consórcio Construtor de Belo Monte (CCBM), os indígenas não manifestaram nenhuma intenção de deixar o local sem a negociação direta com o Governo. O consórcio afirma que espera pelo cumprimento da decisão judicial, e que caso os manifestantes deixem o local, os trabalhos no canteiro devem retornar ainda nesta tarde.
Ainda na tarde de ontem, pós receber a intimação, as lideranças Munduruku se manifestaram contra a saída do canteiro.
Na manhã desta quarta-feia (28), CCBM emitiu uma nota afirmando que indígenas tomaram cinco ônibus que fazem a circulação dentro dos canteiros, e que usaram os veículos para bloquear as saídas de emergência.
O consórcio diz ainda que uma barreira foi instalada pelos indígenas na rodovia Transamazônica para impedir a entrada de trabalhadores e que desde a segunda-feira os manifestantes se apropriaram de dezenas de rádios-comunicadores usados pelos trabalhadores.
(DOL)
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