O prazo de 24 horas dado pela Justiça Federal para que os índios desocupem o canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte terminou às 17h desta quarta-feira (29). Porém, os manifestantes permanecem no local, sem pretensão de sair enquanto um representante do Governo Federal não aparecer para ouvir as reivindicações dos indígenas. Várias autoridades policiais estão no local, mas o clima é de tranquilidade.
Na terça-feira (28), um oficial de Justiça já havia ido ao local para entregar o documento da reintegração de posse à empresa Norte Energia. A leitura do documento não causou espanto aos indígenas, que rasgaram os papéis na frente do oficial, de representantes da Fundação Nacional do Índio (Funai) e de cerca de 40 homens da Polícia Federal, Polícia Rodoviária Federal, Polícia Civil, Tropa de Choque e Ronda Tática Ostensiva Metropolitana (Rotam) da Polícia Militar, que estão no local.
Segundo relato dos manifestantes, ameaças verbais e intimidação por parte da Força Nacional são constantes no canteiro. Um jornalista foi ameaçado de prisão e uma documentarista foi expulsa do canteiro por policiais enquanto entrevistava os indígenas. A energia elétrica na área em que os indígenas estão acampados está cortada.
(Jorge Luís Rodrigues/DOL)
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