A aprovação do Senado Federal na última terça-feira (28), do projeto que cria a Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará (Unifesspa) animou a comunidade educacional de Marabá e a população em geral. A notícia era aguardada desde outubro do ano passado, quando a Comissão de Implantação e Planejamento da Unifesspa, criada pelo Ministério da Educação, enviava o projeto para análise na Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania (CCJC) e depois para aprovação no Senado Federal.
De acordo com o professor e coordenador do grupo de pesquisas da UFPA em Marabá, Marcelo Araújo, a vinda da Unifesspa para a região traz de volta projetos importantes que até então estavam parados. “No máximo em 60 dias a presidenta Dilma Rousseff estará sancionando e finalmente a Unifesspa vai sair do papel”, disse Marcelo. “Já estão previstas para cá a vinda de empresas e grandes empreendimentos que vão exigir uma mão de obra especializada, e essa mão de obra agora vai ser formada aqui”, comemorou o professor.
Além disso, não somente o sul e sudeste do Pará vão ser beneficiados com a implantação da Unifesspa. “Cidades como Araguatins no Tocantins, também terão a oportunidade de crescer com a vinda da universidade”, disse ele.
O professor Marcelo Araújo vislumbra um prazo de cinco anos para a Unifesspa estar plenamente em funcionamento. Segundo ele, a dificuldade se dará no momento da aquisição de pessoal para fazer a universidade entrar em operação. “Serão 506 vagas para professores, mestres, doutores, entre outros, e até a elaboração de um concurso público para preencher todas essas vagas vai demandar um determinado tempo, dois anos no mínimo”, estimou.
A jovem Paula Santana de 19 anos está fazendo cursinho e pretende concorrer a uma vaga para Engenharia Civil. Ela vê como promissora a notícia da implantação da Unifesspa na região. “É uma ótima oportunidade porque a formação será dentro da região, não será preciso sair de Marabá para fazer os cursos em outro lugar, porque aqui vai ter”, disse ela.
Mateus Almeida de 18 anos, passou na UFMA para Engenharia Química, mas decidiu se preparar para outro curso que mais se identifica: Engenharia Elétrica. “Teremos mais oportunidades com cursos novos que ainda não existem na região, vai ser muito bom”, salientou.
(Diário do Pará)
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