A sexta feira amanheceu preguiçosa. Com o feriado de Corpus Christi ‘enforcando’ o último dia útil da semana, o trânsito fluiu sem o registro dos já tradicionais engarrafamentos na entrada da cidade e principais corredores de Belém. O vilão da mobilidade ontem foi outro. Com poucos agentes de trânsito em cruzamentos estratégicos da capital paraense, sobrou motorista desobedecendo as leis de trânsito. Na principal avenida de Belém, a Almirante Barroso, a tímida movimentação às 9h horas da manhã não impediu a imprudência de alguns condutores. Conversões proibidas e avanço de sinal vermelho as principais delas. Sem uso, o canteiro destinado às obras do BRT (sigla em inglês para ônibus rápido), no trecho próximo a uma universidade particular acabou servindo como retorno por quem preferiu ‘encurtar’ o caminho aproveitando a falta de fiscalização. “Infelizmente, falta consciência para o motorista paraense. Se não pesar no bolso, ele não se preocupa em ser direitinho”, criticou o funcionário público Antônio Queiroz, observando o trânsito enquanto aguardava o ônibus que o levaria de volta para casa no conjunto Cidade Nova VI. “Para atravessar, a gente tem que prestar bastante atenção”, comentou a balconista Francinete Campos que hesitou cruzar a via mesmo diante da faixa de pedestre localizada no cruzamento da Almirante Barroso com Lomas Valentina. Segundos antes, o motorista de um gol prata avançou sobre os pedestres ignorando o semáforo livre apenas para quem deseja seguir pela Lomas. “Tem pouco carro e não tem guarda. Eles aproveitam para se apressar. Nem ligam pra gente”, reclamou. Pela manhã, a reportagem do DIÁRIO não identificou a presença de agentes de trânsito em pontos considerados críticos como a avenida José Malcher, João Paulo II esquina com Perimetral, Augusto Montenegro às proximidades com conjunto Gleba, Presidente Vargas e Júlio César. Ao longo do percurso, quatro agentes da Autarquia de Mobilidade Urbana de Belém [Amub] foram encontrados, todos na avenida Tavares Bastos, esquina com Almirante Barroso e Pedro Álvares Cabral. “O trânsito hoje [ontem] está tranquilo, mas esse é um perímetro complicado que exige fiscalização porque está sujeito a ocorrência de colisões”, justificou o agente de trânsito, Fábio Veras. No centro comercial, o cenário era bem diferente. Com o comércio funcionando normalmente nesta sexta feira, motoristas precisaram de paciência para conseguir um espaço nas estreitas ruas da área central de Belém. A lentidão começava começa na parte final da Padre Eutíquio e se estendia pela maioria das ruelas da região. Motoristas parados em fila dupla em busca de uma vaga para estacionar, carros estacionados nas vagas destinadas ao estacionamento rotativo, somados ao calor forte e as buzinas dos mais exaltados compunham a cena enfrentada por quem escolheu o dia de ontem para fazer compras. “Não tá fácil dirigir por aqui. Olha que pensei que estaria tranquilo”, comentou Maria Cecília Borges. Mais enfático nas críticas, o estatístico Roberto Serra reclamou o espaço do espaço destinado à estacionamento. “É um absurdo uma via estreita como essa ter espaço para estacionamento. Só pode dar nisso. Engarrafamento mesmo em dia de pouco movimento”. OUTRO LADO A assessoria de comunicação da Autarquia de Mobilidade Urbana (Amub) informou que está trabalhando com metade do efetivo normal, seguindo o regime operacional traçado para feriados. Esclareceu ainda que os agentes escalados estão focados na saída de Belém e na orientação do trânsito nas ilhas de Mosqueiro e Outeiro. (Diário do Pará) |
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