Na última quarta-feira (29), a jovem Maize dos Santos Miranda, 21, foi trazida às pressas de Boa-Vista do Acará para Belém, vomitando as próprias fezes pela boca e pelo nariz. Levada inicialmente para a Santa Casa, onde havia feito uma cesariana no último dia 7 de abril, ela foi recusada e só conseguiu vaga no Pronto-Socorro Municipal da 14 de Março, onde os familiares foram informados que ela estava com o intestino perfurado e costurado.
BUROCRACIA
Segundo Cleide Reis, 37 anos, prima de Maize, no PSM foi colocada somente uma sonda para colher as fezes de Maize. A médica que a atendeu, informa Cleide, se recusou a operá-la alegando que o problema precisaria ser resolvido pela Santa Casa.
De acordo com Cleide, os exames comprovaram que a jovem realmente está com o intestino costurado. Neste sábado, Maize foi finalmente internada na Santa Casa, por volta das 23h, mas, segundo familiares, o estado dela era grave e o hospital estaria exigindo um laudo sobre o estado de saúde da vítima, para poder realizar os procedimentos médicos necessários apontados pelo PSM da 14 de Março.
Cleide Reis contou que Maize estava grávida de oito meses e, após o parto na Santa Casa, os médicos teriam “costurado seu intestino, impedindo a passagem das fezes”. Débora Santos, 33 anos, irmã de Maize, tem um laudo comprovando que a jovem ficou um mês e quinze dias internada antes de receber alta, no dia 14 de maio.
Segundo Débora, a jovem, apesar de passar mal, “foi liberada sem receber qualquer medicação ou orientação”. A família estava ansiosa por notícias. Segundo Cleide, Maize falou com a mãe dela, durante a visita de ontem, e aparentava melhora. Mas, segundo a prima, ela ainda não foi operada porque poderia não resistir. A justificativa: apresentava um quadro de infecção generalizada que ainda estava sendo controlado.
Cleide acredita que houve um erro médico e diz que a família quer a “correção desse erro, com certeza”.
SEM COMENTÁRIOS
Contatada, a assessoria da Fundação Santa Casa do Pará enviou uma nota ao DIÁRIO DO PARÁ - que divulgamos na íntegra, a seguir. Na nota, a Santa Casa limita-se a informar o estado da paciente e não tece comentários a respeito da situação denunciada: “A Fundação Santa Casa do Pará informa o estado de saúde de Maize Santos. Segundo a equipe médica que atendeu a paciente, o estado de saúde dela é estável, não necessita de cirurgia”.
(Diário do Pará)
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