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Gripe A ainda amedronta Augusto Meira

Os funcionários e alunos da Escola Estadual Augusto Meira estão preocupados com um possível surto de Gripe A. Após a morte de um professor da instituição, há 11 dias, outras suspeitas surgiram. Pelo menos mais três possíveis casos de contágio por H1N1 est

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Os funcionários e alunos da Escola Estadual Augusto Meira estão preocupados com um possível surto de Gripe A. Após a morte de um professor da instituição, há 11 dias, outras suspeitas surgiram. Pelo menos mais três possíveis casos de contágio por H1N1 estão assustando quem precisa frequentar todos os dias a escola. Os professores e alunos já estão organizando uma assembleia na manhã da próxima segunda-feira para tomar decisões e cobrar providências.

De acordo com o professor Walmir Castro, a preocupação é geral. “Depois do professor Arão, que infelizmente faleceu, soubemos que o filho dele também está com suspeita e hospitalizado. Agora a professora Francely Rego também está com suspeita. Foi tratada com o remédio Tamiflu. Já ouvimos também que há uma aluna com a mesma suspeita, mas a diretoria está nos escondendo as informações”, relata.

Ações de combate foram solicitadas, mas, de acordo com o professor, muito pouco foi feito. “Precisamos de álcool gel, de sabão e água para lavar as mãos. Os aparelhos de ar condicionado precisam ser limpos e também queremos ser vacinados. Muitas escolas foram vacinadas e não chegaram aqui. Até agora a única coisa que foi feita foi uma palestra de orientação, mas em um horário que tem pouca gente”, reclamou.

Allan Kardec é pai de uma aluna da escola e também está de olho nos sintomas, preocupado com a filha. “Antes os funcionários estavam usando máscaras, mas havia só para eles. Disseram para os alunos que eles mesmos deveriam conseguir [máscaras] para eles e, se sentissem algum sintoma, deveriam procurar um posto de saúde. Isso está errado, nem tem mais vacina”, comenta.

A coordenadora pedagógica da escola, Socorro Jucá critica o pouco caso do poder público. “Temos uma administração inoperante. Estamos preocupados e o poder público não atende nossas solicitações. Não estamos trabalhando em condições dignas”, afirma.

A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informou em nota que a professora da Escola Augusto Meira citada na matéria já está afastada das atividades docentes. Também garante que a escola já foi higienizada.

Para protestar contra a falta de cuidados com a escola, os funcionários, alunos e professores já discutem se não vão mais ir às aulas dentro do colégio. “A partir de segunda,vamos dar aula na calçada da escola”, garante a coordenadora pedagógica.

(Diário do Pará)

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