Ontem, servidores da Santa Casa e autoridades do Estado participaram de audiência pública para debate os novos rumos da Fundação Santa Casa de Misericórdia.
A sessão solene aconteceu no auditório da Assembleia Legislativa do Pará e foi solicitada pela Comissão de Educação, Cultura e Saúde da casa, que manifestou preocupação diante dos rumores de uma possível “privatização” do hospital, depois que o novo prédio for entregue.
Participaram da audiência o titular da Secretaria de Estado de Saúde Pública (Sespa), Hélio Franco, médicos, enfermeiros e membros da diretoria da Santa Casa.
O principal tema discutido entre os participantes foi acerca da possível “privatização”, que a maioria dos servidores do hospital diz temer.
Durante sua manifestação, o secretário de Estado de Saúde, Hélio Franco, destacou que o Governo Estado estuda a viabilidade de que a Santa Casa passe a ser gerenciada por uma Organização Social (O.S.) depois que o novo prédio fique pronto, assim como aconteceu com os hospitais regionais.
O projeto, por ora, não está confirmado. Porém, isto não foi novidade para os servidores e entidades de classe. Tanto que o Sindimepa já instituiu um abaixo-assinado para colher assinaturas e em seguida encaminhar o documento aos Ministérios Público Federal e Estadual.
O representante da Sociedade Brasileira de Pediatria, o médico Eduardo da Silva, afirmou que a Santa Casa tem uma excelente equipe de profissionais, mas que é necessário realizar um novo concurso público para aumentar o quadro e melhorar o atendimento aos usuários.
“O hospital tem equipes e profissionais, competentes o que não tem é estímulo para eles trabalharem”, disse.
Para a assistente social da Santa Casa, Dilene Costa, é importante que o governo reveja a situação antes de pensar em transferir a gestão para a iniciativa privada. “Somos nós quem conhecemos a realidade do hospital e sabemos das necessidades”, declarou.
A audiência pública foi solicitada pela deputada estadual Nilma Lima, após a comissão ter visitado as instalações do prédio da Santa Casa, em março deste ano, quando aconteceu um incêndio na UTI Neonatal.
(Diário do Pará)
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