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Zoonoses não faz resgaste por falta de combustível

“Nunca estivemos nessa situação. Estamos completamente abandonados”. A frase, dita por uma testemunha que prefere não ser identificada, é referente ao Centro de Controle de Zoonoses de Belém, alvo de uma série de denúncias, entre as mais graves a falta de

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“Nunca estivemos nessa situação. Estamos completamente abandonados”. A frase, dita por uma testemunha que prefere não ser identificada, é referente ao Centro de Controle de Zoonoses de Belém, alvo de uma série de denúncias, entre as mais graves a falta de combustível para abastecer os veículos da instituição. Sem ele, é impossível cumprir as demandas atendidas pelo órgão.

Pertencente à Secretaria Municipal de Saúde (Sesma), o Zoonoses tem a função de conter o aumento do número de animais domésticos, primatas e roedores, controlando a transmissão de doenças na cidade. No entanto, seu estado é de abandono. Na parte externa, um verdadeiro matagal toma conta da área. “O centro já pediu para ampliar a área e limpar essa parte, mas não obteve resposta”, revela o denunciante.

Área externa do centro está tomada pelo mato. Foto: colaborador.

Os veículos, que estão sucateados, não saem da garagem há vários meses para fazer resgate de animais. O motivo? A falta de combustível. De acordo com uma segunda denunciante os funcionários do local chegam a se sacrificar para cumprir o serviço. “Às vezes, os funcionários precisam comprar alguns materiais com o próprio dinheiro para trabalhar. Se isso não for feito, ninguém trabalha. Essa é só uma das dificuldades”, conta.

Além do combustível, em um dos veículos falta pneu, que foi furtado durante uma invasão ao centro há pouco mais de um mês, quando vários equipamentos foram levados. De acordo com as denúncias, o prédio só passou a ser vigiado por um segurança armado após ter sido invadido. O Centro fica localizado na avenida Augusto Montenegro, próximo ao distrito de Icoaraci.

As estruturas internas do Zoonoses também são criticadas. “O canil é grande, porém mal projetado, com gaiolas pequenas. Os cães grandes quase não conseguem se levantar para ficar em pé, eles ficam apertados”.

Os denunciantes ainda acusam a diretora do Departamento de Vigilância em Saúde (Devs), Orliuda da Costa, de negar recursos ao centro, como forma de punir os servidores por denúncias que já haviam sido feitas há alguns meses.

A Sesma foi procurada e informada sobre as denúncias pela reportagem do DOL. A Secretaria se comprometeu a dar um posicionamento ainda na noite de terça-feira (11), mas, até o fechamento desta reportagem, não se manifestou oficialmente sobre o assunto.

(DOL)

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