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Diretor não responde a todas as perguntas da CPI

O diretor superintendente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Walter Pena, prestou depoimento nesta quarta-feira (12) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), para apurar denúncias de des

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O diretor superintendente do Departamento Estadual de Trânsito (Detran), Walter Pena, prestou depoimento nesta quarta-feira (12) à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) instalada na Assembleia Legislativa do Pará (Alepa), para apurar denúncias de desvio de dinheiro do órgão.

A segunda reunião da CPI foi bastante questionada, uma vez que aconteceu em uma sala de uma comissão, porque a sala do plenário foi cedida para um grupo de evangélicos, embora o encontro já estivesse sido agendado de forma antecipada. Apenas alguns jornalistas tiveram acesso à sala improvisada. Segundo testemunhas, a mudança seria uma estratégia para amenizar o impacto negativo das denúncias contra o Detran e sobretudo para impedir a entrada de alguns servidores do órgão. Somente quatro funcionários foram autorizados a acompanhar o discurso.

A denúncia que deu origem à CPI diz respeito à contratação de pessoas ligadas a funcionários da Associação Atlética Santa Cruz, que fica na localidade de Cuiarana, município de Salinópolis. O Santa Cruz tem o senador Mário Couto como patrono.

A suspeita é de que as contratações eram usadas como forma de repassar dinheiro do Detran ao clube. Mulheres de jogadores, por exemplo, entravam na folha de pessoal do departamento, recebiam os salários e repassavam aos maridos.

Quando foi prestar depoimento, Walter Pena entrou e saiu pela porta dos fundos da Alepa. Durante o interrogatório, ele respondeu praticamente apenas às perguntas do deputado Ítalo Mácola (PSDB), presidente da comissão, que pertence ao mesmo partido do maior investigado no possível esquema. Mas, ao ser indagado pelos representantes do PMDB e PT, o diretor se calou. "Me reservo ao direito de ficar calado", disse após vários questionamentos.

“A CPI está disposta a ir a fundo nessas investigações. Ficou claro que o diretor não falou de contratos e o Detran precisa de um choque de gestão. O diretor se diz indicado político e obedecia rigorosamente a uma composição. Ele também disse que não conhecida, mas confirmou a contratação de esposa de jogadores do Santa Cruz. Como o diretor contrata alguém e ao mesmo tempo não sabe de nada?”, questiona o deputado estadual Carlos Bordalo (PT), vice-presidente da CPI.

Enquanto o diretor discursava, do lado de fora da Alepa o Sindicato dos Trabalhadores do Detran (Sindetran) realizava um protesto contra as inúmeras denúncias contra o órgão.

(DOL)

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