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Policiais civis paralisam atividades hoje

A partir das 8h de hoje, Policiais Civis do Estado do Pará paralisarão suas atividades pelo período de 24h. Sem se reunirem com o Governo do Estado desde abril deste ano, a categoria resolveu cruzar os braços na última tentativa de serem recebidos para re

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A partir das 8h de hoje, Policiais Civis do Estado do Pará paralisarão suas atividades pelo período de 24h. Sem se reunirem com o Governo do Estado desde abril deste ano, a categoria resolveu cruzar os braços na última tentativa de serem recebidos para retomar as negociações interrompidas. O efetivo mínimo de 30% do total de servidores - escrivães, investigadores e papiloscopistas - deverá ser mantido para garantir o funcionamento da corporação ao longo do dia.

Segundo o presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Polícia Civil do Pará (Sindpol), Rubens Teixeira, a categoria já teria encaminhado três ofícios tentando retomar as negociações com a Secretaria de Estado de Administração (Sead) sem que tivesse resposta.

“A última reunião foi no dia 8 de abril, quando marcaram uma nova reunião que aconteceria no dia 8 de maio, mas um dia antes da nova reunião, a Sead desmarcou dizendo que remarcaria e até hoje não marcou uma nova data”, destacou, ao apontar a interrupção das negociações como a motivadora da paralisação. “Já encaminhamos três ofícios tentando retomar as negociações e a Sead, infelizmente, não se manifesta para receber o Sindpol”.

Ainda segundo o presidente do sindicato, caso a secretaria continue se recusando a receber a categoria, os servidores não descartam a possibilidade de iniciarem uma greve na Polícia Civil do Estado. “Essa paralisação é a nossa última tentativa de sermos recebidos”, frisou. “Se o governo se mostrar irredutível, podemos deflagrar greve conforme o que for definido em assembleia”.

PARALISAÇÃO

Durante a paralisação, que se encerrará apenas às 8h de amanhã, Rubens garante que será mantido o quantitativo mínimo de servidores trabalhando para que a população não fique desassistida. “Quem continuará trabalhando serão os 30% que é exigido por lei. A população não vai ficar desamparada, ela pode ficar tranquila que vamos manter o atendimento previsto em lei”, comprometeu-se. “O engraçado é que a população já vem sendo desassistida há muito tempo. A situação da segurança pública do Pará é alarmante. É inegável que está instalado um caos na segurança pública do Estado”.

Efetivo não é suficiente

Segundo o Sindpol, o número insuficiente de efetivo para garantir a segurança no Estado é um dos pontos reivindicados pela categoria e um dos elementos responsáveis pela situação em que a segurança pública se encontra. “Temos um efetivo de 2.791 servidores em todo o Pará para atender uma população de oito milhões de pessoas. Desse efetivo, estimamos que 400 estejam afastados por algum motivo, então, precisaríamos de pelos menos dois concursos que oferecessem umas 600 vagas”, estimou Rubens Teixeira. “Nós temos 42 municípios sem delegados”.

Para além do déficit, o presidente do sindicato ainda destacou os problemas enfrentados por policiais no interior do Estado. “A nossa carga horária, garantida por lei, é de 176 horas por mês e tem policiais fazendo 360 e até 435 horas no interior do Estado sem a remuneração dessas horas a mais”, apontou. “Não dá mais para suportar essa situação de salários e condições de trabalho inadequadas”.

O DIÁRIO contactou com a Sead, mas não obteve retorno. A assessoria de comunicação da Polícia Civil informou, recentemente, via telefone, que para solucionar o problema do efetivo já está em andamento no Estado o concurso público que levará a formação de mais de 600 novos policiais. A expectativa é que, até o fim do ano, os aprovados participem da academia que visa a formação policial.

DELEGACIAS

Sobre as péssimas condições estruturais, a direção da Delegacia Geral diz que desde que assumiu a gestão, foi realizado um levantamento sobre as delegacias do Pará e traçado um diagnóstico que aponta a necessidade de reformas e novas construções, que já estão acontecendo, segundo a assessoria. Por fim, afirmou que a meta do governo é que, até o fim da gestão, todos os municipios paraenses contem com pelo menos uma delagacia e a presença de um delegado.

REIVINDICAÇÕES

*16% de reajuste salarial;

*Inclusão do abono no salário base;

*Isonomia entre os cargos de nível médio e superior (cargos em que se exerce a mesma função e se ganha salários diferentes por conta do grau de formação);

PROPOSTA

Segundo o Sindicato dos Servidores Públicos da Polícia Civil do Pará (Sindpol), na última reunião realizada entre o governo e a categoria, a Secretaria de Estado de Administração (Sead) teria oferecido reajuste salarial de 9%.

MOBILIZAÇÃO

Os servidores se reunirão na Praça do Operário hoje a partir das 8h, de onde sairão em caminhada.

(Diário do Pará)

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