A Universidade Federal do Pará (UFPA) elaborou o projeto do derrocamento de um trecho de 43 quilômetros do rio Tocantins, o qual consiste na concepção de um canal, em leito rochoso, com o objetivo de retirada das pedras das águas do rio, visando ao alargamento e aprofundamento.
Este trecho do rio Tocantins é denominado de Pedral do Lourenço. O projeto preparado pela UFPA passou por avaliação da equipe técnica do Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (Dnit) e foi encaminhado para aprovação da Marinha do Brasil.
Segundo explica o professor Hito Braga Moraes, da Faculdade de Engenharia Naval, esse projeto teve como princípio o dimensionamento de um canal de 70 metros de largura, por 3 metros de profundidade mínima, de onde, nessa faixa, serão retiradas todas as formações rochosas que causam perigo à navegação.
“A retirada das pedras dará mais segurança às embarcações que navegam no trecho e permitirá uma navegação de maior capacidade”, explica.
O Dnit contratou dois projetos e escolheu o da UFPA. Porém, tanto o projeto da UFPA como o da Vale serão analisados pela equipe técnica da Diretoria de Portos e Costas de Navegação da Marinha, para que seja verificado aquele que é mais economicamente viável e que dê segurança à navegação. Espera-se que a resposta da Marinha ocorra até o final de junho.
NAVEGAÇÃO
As obras do “Pedral do Lourenço” possibilitarão ligar Marabá, no sudeste do Estado, até Vila do Conde, abrangendo 10 municípios. O rio Tocantins, na sua extensão, possui os chamados “pedrais”, grandes rochas que impedem a navegação, tornando-o navegável somente seis meses por ano, durante o período das cheias.
Em decorrência disso, as eclusas de Tucuruí, que custaram cerca de R$ 1 bilhão, estão quase sem uso.
(Diário do Pará)
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