Policiais civis do estado do Pará iniciaram ontem uma paralisação prevista para durar 24h. A partir das 8h, a categoria realizou um ato na Praça do Operário, no bairro de São Brás, para expor as reivindicações e decidir os próximos passos do movimento. Eles não descartam a possibilidade de deflagrar uma greve.
A categoria optou pela paralisação após a suspensão das negociações com o Governo do Estado. Desde abril desde ano, as reuniões foram interrompidas. Por conta da paralisação, apenas 30% do efetivo foi mantido para atendimento à população. Mesmo com o número reduzido, os serviços foram mantidos nas seccionais da capital. O DIÁRIO percorreu pelo menos três seccionais e todas estavam em funcionamento.
A principal reivindicação dos policiais civis é a incorporação do abono de R$540 no vencimento base. Além disso, a categoria pede também a isonomia salarial entre servidores de nível médio e superior. “Temos policiais exercendo a mesma função, mas com salários diferenciados”, disse Rubens Teixeira, presidente do Sindicato dos Servidores Públicos da Polícia Civil do Pará (Sindpol).
O sindicato também denunciava que o número de policiais é insuficiente para garantir a segurança no estado. O efetivo atualmente é de 2.791 servidores no Pará. Um grupo de concursados esteve presente no ato para pedir nomeação de aprovados no concurso público C149, para os cargos de investigador, escrivão e delegado.
“Essas pessoas já estão com sentença para serem nomeados. São cerca de 70 concursados, que dariam para suprir a necessidade imediata da polícia”, afirmou José Emílio Almeida, presidente da Associação dos Concursados do Pará (Asconpa).
PASSEATA
Por volta de 12h, os policiais saíram em caminhada pelas ruas do bairro. A categoria recebeu o apoio de servidores do Departamento de Trânsito do Estado do Pará (Detran/Pa). “Estamos junto com o Sindpol na unificação das categorias em favor do serviço público de qualidade”, declarou Elison Oliveira, presidente do Sindicato dos Servidores do Detran/PA (Sindetran).
O presidente também destacou a luta dos servidores do órgão, que já realizaram várias manifestações pedindo melhoria das condições de trabalho, implantação de Plano de Cargos, Carreiras e Salários (PCCR) e adicional de risco de vida. “Vivemos um processo de sucateamento em cada município deste estado e aqui em Belém não é diferente, falta melhores condições de trabalho”, declarou.
SEAD RESPONDE
Em nota, a Sead informou que em 2,5 anos de gestão têm estabelecido uma política de remuneração que não tem deixado acumular perdas salariais decorrente da inflação, e tem oportunizado inclusive aumentos reais às diversas categorias de servidores do Estado. Tanto no que se refere aos escrivães e investigadores da polícia civil, cuja remuneração é a quarta melhor do país, como os servidores do Detran, que somente nesse período tiveram aumento superior a 100%.
(Diário do Pará)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar