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No Pará, 200 mil jovens não estudam nem trabalham

Uma questão dramática, que precisa ser enfrentada pelo Brasil, segundo os especialistas convidados pela Vale, é a evasão de talentos do magistério. O fenômeno é motivado por diversos fatores, dos quais três podem ser considerados determinantes – condições

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Uma questão dramática, que precisa ser enfrentada pelo Brasil, segundo os especialistas convidados pela Vale, é a evasão de talentos do magistério. O fenômeno é motivado por diversos fatores, dos quais três podem ser considerados determinantes – condições inadequadas de trabalho, baixo padrão de remuneração e falta de reconhecimento pelo mérito.

Segundo Andrea Ramal, o Brasil convive hoje com um déficit de 300 mil professores, nas mais diferentes áreas de ensino. A interação de todos esses fatores gera como resultado o ingresso, no mercado de trabalho, de profissionais carentes de habilidades e competências específicas, dando causa ao que se denominou chamar de “apagão de mão de obra” e obrigando as empresas investirem, elas próprias, na qualificação de seu pessoal.

No caso dos advogados, conforme frisou a educadora, o exame da OAB funciona como um crivo final. Não por acaso, disse ela, o exame mostra resultado similar ao do Ensino Médio, em que só 10% aprenderam de fato. Nas demais profissões, a responsabilidade pela primeira reprovação fica, muitas vezes, nas mãos das áreas de recrutamento e seleção das empresas.

Não surpreende, assim, destacou Andrea Ramal, que a “geração nem nem”, assim chamados os jovens entre 18 e 25 anos que nem estudam e nem trabalham, esteja crescendo de forma exponencial no Brasil. Hoje estima-se que eles correspondam a um em cada grupo de cinco, num total estimado já em 5,3 milhões de jovens – dos quais mais de 200 mil somente no Estado do Pará. “E isso num país em que não faltam vagas no mercado. O que falta é gente qualificada”, enfatizou.

A diretora de educação do Sistema Firjan, Andrea Marinho, observou que, sem o estudo qualificado da matemática, não existe a capacidade de inovar e, sem inovação, o país simplesmente não pode crescer. Para romper esse círculo vicioso, que já vinha comprometendo gravemente a competitividade do parque industrial fluminense, conforme frisou, a Federação das Indústrias do Rio de Janeiro criou um programa específico, o Sesi Matemática.

Alinhado ao currículo nacional do MEC, o programa, que será levado numa primeira etapa a todas as escolas públicas estaduais de Ensino Médio do Rio de Janeiro e numa etapa posterior a outros Estados brasileiros, é uma metodologia que associa práticas educacionais modernas à tecnologia. A iniciativa, segundo Andrea Marinho, leva a uma mudança radical no ensino e no aprendizado da matemática. “A abordagem passa a ser amigável, instigante e atraente, tornando a matemática mais interessante e, consequentemente, facilitando o seu aprendizado”, acrescentou.

INVESTIMENTO

A Valer, universidade corporativa da Vale, completou dez anos com presença no Brasil e em seis outros países. Somente no ano passado, a empresa investiu em educação US$ 74 milhões, o equivalente a mais de R$ 150 milhões, nos mais de 30 países onde a empresa está presente.

Hoje, a Valer conta com 24 unidades físicas em cinco Estados brasileiros, incluindo o Pará, além de unidades em Moçambique, Canadá, China, Malásia, Omã e Suíça. Além de qualificar mão de obra, a universidade corporativa da Vale tem como meta, também, promover o crescimento das comunidades onde a empresa atua, oferecendo oportunidades de acesso à educação, emprego e renda.

Segundo Desiê Ribeiro, gerente de educação e desenvolvimento de pessoas da Vale, a universidade corporativa tem em seu catálogo mais de 6.200 ações educativas, contemplando o desenvolvimento de três públicos: técnico operacional (nível médico e técnico), técnico especialista (nível superior) e líderes. Há também ações para o desenvolvimento de competências comuns a todos os públicos, ligadas a assuntos estratégicos da empresa, tais como saúde e segurança, sustentabilidade e inovação.

(Diário do Pará)

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