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Urbanitários da Celpa e Cosanpa estão em greve

Os Urbanitários do Pará deflagraram greve ontem nas Centrais Elétricas do Pará (Celpa) por tempo indeterminado. O protesto dos funcionários é em apoio aos trabalhadores desligados pela Equatorial Energia, holding que controla a empresa. Desde que assumiu

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Os Urbanitários do Pará deflagraram greve ontem nas Centrais Elétricas do Pará (Celpa) por tempo indeterminado. O protesto dos funcionários é em apoio aos trabalhadores desligados pela Equatorial Energia, holding que controla a empresa. Desde que assumiu a Celpa, o sindicato informa que a Equatorial tem demitido dezenas de funcionários que há anos trabalhavam na companhia. A Celpa garante que as demissões visam substituir funcionários, não extinguir postos de trabalho, e garantir a estabilidade econômica da empresa, além da melhora na qualidade de serviço aos usuários. Armando Nascimento, gerente jurídico da empresa, afirma que a Celpa está disposta a negociar com o sindicato.

Ronaldo Romeiro, presidente do Sindicato dos Urbanitários do Pará, informa que o que está em cheque, no caso da Celpa, não são reajustes ou exigências de benefícios. “Nós só queremos que a empresa pare de demitir funcionários e garanta um ambiente de trabalho em que possamos trabalhar em paz. Só na última sexta-feira foram oito demitidos. As pessoas estão apreensivas porque não sabem até quando vão continuar trabalhando”, pontua. Segundo Romeiro, incluindo funcionários desligados por meio do Programa de Demissão Voluntária (PDV) a Celpa reduziu o quadro funcional de 2.116 para 1.800 trabalhadores.

Segundo o sindicato, a greve foi aderida por servidores de cerca de 17 municípios, em alguns com adesão de 100%, como em Santa Maria, informa o presidente. Armando Nascimento explica que foram cerca de 36 demissões fora do PDV visando substituição de pessoal, não extinção de postos de trabalho. “É natural que com a reestruturação da empresa nós encontremos funcionários que não se adequam a determinadas funções. É fato que a Celpa não realiza demissões há anos, por pressão do sindicato, e foi esse tipo de política que afundou a instituição ”, ressalta. Nascimento informa que o PDV foi negociado com o sindicato e acredita que a greve visa tentar recuperar “uma garantia de estabilidade que não se adequa à iniciativa privada”.

Segundo Armando Nascimento, as contas da empresa continuam fechando no vermelho e a situação ainda é delicada. A Celpa deve investir cerca de R$ 700 milhões no Estado nos próximos dois anos. A Celpa informou que 75 por cento trabalharam normalmente

COSANPA

Os urbanitários da Cosanpa estão há 15 dias em greve. Nas Centrais Elétricas do Norte do Brasil (Eletronorte), houve paralisação nacional de 24 horas, em protesto por sucessivos adiamentos da negociação salarial.

(Diário do Pará)

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