A Universidade Federal do Pará (UFPA) abrirá um campus no município de Salinópolis graças à doação de um terreno de 30 hectares. O coqueiral que fica na estrada que leva à praia do Atalaia foi doado pelo empresário João Felício Abraão para a construção de um polo científico, que deve priorizar áreas petrolíferas e de oceanografia.
Já tem garantido R$ 34 milhões do Ministério da Educação, da Petrobrás e do Governo do Estado. A assinatura do documento de doação foi realizada na tarde de ontem, no auditório da secretaria geral da universidade.
“É época de doar, as ruas estão pedindo. Aí quando soube que a UFPA queria um espaço em Salinas, achei que poderia fazer isso. É um terreno em que eu trabalhei por quase 60 anos sem um investimento público, apenas com trabalho”, comenta o empresário que já foi professor da universidade. “Eu me acho uma pessoa muito melhor depois que decidi isso”, avalia.
DOAÇÃO
Uma felicidade compartilhada pelo reitor Carlos Maneschy. “Temos que reconhecer essa doação, é importantíssima para a universidade. As obras no polo de Salinas devem começar no final do ano. Já conseguimos garantir alguns recursos com a Petrobras, que vai investir no projeto R$ 15 milhões – onde já se descobriu uma área de exploração de petróleo – mais R$ 15 milhões do MEC e R$ 4 milhões do governo estadual, dinheiro que vai estruturar o espaço”.
A UFPA também já tem projeto para um campus em Ananindeua com R$ 15 milhões em recursos já garantidos, além da Universidade do Sul e Sudeste, que será erguida com R$ 200 milhões. “Em Salinas, já temos 20 vagas garantidas para professores, para fazer concurso. Devemos abrir cinco cursos na área de tecnologia e licenciatura e a minha intenção é que já no ano que vem possamos começar alguns cursos em salas provisórias”, explica.
O campus vai abrigar as faculdades de engenharia do petróleo, engenharia oceanográfica, tecnologia e licenciaturas, além do programa de pós-graduação. “Vamos criar um centro de conhecimento na área científica e tecnológica e enfatizar as áreas de petróleo e mar. Isso porque queremos resolver problemas, e não gerar profissionais desempregados”, avalia o professor Carlos Dias, responsável pelo campus Salinas.
(Diário do Pará)
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