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Domingo é dia de conhecer o novo Maraca

A Copa das Confederações 2013 começou com tudo este ano. A seleção canarinho chegou à última rodada classificada, após duas vitória sobre Japão e México, enfrentando uma Itália também classificada, mas vinda de duas vitórias suadas por vantagem mínima. Do

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A Copa das Confederações 2013 começou com tudo este ano. A seleção canarinho chegou à última rodada classificada, após duas vitória sobre Japão e México, enfrentando uma Itália também classificada, mas vinda de duas vitórias suadas por vantagem mínima. Do outro lado a seleção da Espanha seguiu dando os shows que se esperava, a seleção Uruguaia apresentou dificuldades mas mostrou a garra que lhe é tradicional e mesmo a frágil seleção do Taiti conseguiu marcar um gol histórico, que causou comoção até na equipe adversária.

Enquanto o leitor aguarda o desfecho da primeira fase da competição neste final de semana, ele vai ficar mais bem informado com o terceiro fascículo da série Miniestádios do Brasil, desta vez contato a história do mais importante estádio do futebol brasileiro – O Maracanã. São 16 páginas com informações sobre a história, reformas e curiosidades em geral sobre o estádio e a cidade do Rio de Janeiro. Junto com o novo fascículo virá encartada também a primeira lâmina com peças para a montagem do estádio Maracanã. A segunda e a terceira parte sairão nos dias 25 e 28 de junho.

Principal roteiro turístico do Brasil e da América Latina, a cidade do Rio de Janeiro está desde já como foco central da mídia e olhares de todo mundo. A sequencia de megaeventos esportivos iniciados em 2013 com a Copa das Confederações segue com a Copa do Mundo de 2014, os Jogos Olímpicos e Jogos Paralímpicos de 2016, com tudo convergindo para que a Cidade Maravilhosa se converta na capital nacional do esporte. “A expectativa é de que participem, nas Olimpíadas 2016, cerca de 12.500 atletas de 206 nações ao redor do mundo. A cidade do Rio de Janeiro será dividida em quatro zonas que irão receber as competições de 28 modalidades olímpicas: Barra de Tijuca, Maracanã, Copacabana e Deodoro” explicou o secretário de esportes do Rio de Janeiro André Lazaroni, destacando que o legado dos jogos deve se espalhar por toda cidade.

O turismo, que já é fortíssimo, prevê um crescimento exponencial até 2016. “Com esse e outros eventos, a cadeia turística será um dos setores mais importantes. O turismo representa 3,5% da economia fluminense, mas queremos atingir 8% nos próximos anos” disse o secretário de Turismo, Ronald Ázaro.

RIO DE JANEIRO

Por mais que nem sempre vivam boa fase técnica, ou se encontrem na disputa dos principais troféus do futebol nacional, o quarteto Botafogo, Flamengo, Fluminense e Vasco sempre representarão uma paixão além de qualquer fronteira. Nas regiões mais afastadas do país, os times cariocas construíram séquitos de torcedores apaixonados, muito antes das transmissões televisivas e internet apresentarem o futebol do estado a outras praças. As razões para isso são muitas. “A primeira excursão do clube a Belém do Pará, foi em 1913. Foram 12 dias de viagem de barco para vir e outros 12 para voltar” comentou o ex-meio campista rubro negro Adílio, durante recente passagem por Belém.

Atualmente embaixador Rubro Negro em ações pelo país, Adílio afirma que essa consciência da importância de ir ao torcedor das regiões mais distantes sempre foi uma preocupação no clube. “O Flamengo é um time que sempre procurou ir até o torcedor. O clube chegava desconhecido a uma localidade, mas quando retornava já tinha torcedores aguardando para apoiá-lo” disse o ex-meia.

Essas jornadas acabaram se tornando uma prática comum entre os quatro times. O Vasco da Gama fez uma histórica excursão por Belém na década de 30, onde derrotou com facilidade Remo, Paysandu e Tuna mas, impressionado com um centroavante que marcou 3 gols com a camisa bicolor, resolveu levá-lo para o Rio de Janeiro. Era esse atacante Quarentinha, que por muitos anos seria o principal goleador da história do clube.

Outra razão de apreço aos clubes do Rio de Janeiro era o apoio das rádios da capital fluminense ao futebol carioca. Com transmissões das partidas desde as primeiras décadas do século XX, as ondas de rádio não encontravam grandes barreiras e o sinal chegava a localidades muito distantes nas regiões norte e nordeste do país. O “rei do Baião” Luís Gonzaga, se tornou torcedor fervoroso do Botafogo acompanhando as transmissões do futebol carioca através das rádios. “O futebol brasileiro não se limita aos quatro grandes do Rio de Janeiro, há muito tempo, mas o futebol carioca ainda é o que mais toca a alma do torcedor de todo país.

Se pensarmos em um futebol brasileiro grande e forte, é preciso pensar também num futebol carioca grande e forte” definiu o jornalista e sociólogo Juca Kfouri.

(Diário do Pará)

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