Ficou definido, durante reunião ontem (24), que em julho representantes do governo federal e líderes mundurukus vão se reunir novamente para discutir o processo de consulta ao índios sobre as pesquisas de aproveitamento hídrico do Rio Tapajós, promovidas pela Eletrobras.
De acordo com a assessoria da empresa, embora os pesquisadores, que foram sequestrados na semana passada, estivessem relativamente próximos aos limites da Terra Indígena Munduruku, em momento algum os pesquisadores e a equipe que os acompanha entraram na reserva.
Ainda segundo a assessoria da Eletrobras, o mastozoólogo (especialista em mamíferos) Djalma Nóbrega e os ictiólogos (especialista em peixes) José Guimarães e Luiz Peixoto prestavam serviços a Concremat, empresa contratada pela Eletrobras.
O grupo munduruku é o mesmo que, em protesto contra os projetos de aproveitamento hídrico dos rios da região, só no último mês, ocupou por duas vezes o principal canteiro de obras da Usina Hidrelétrica de Belo Monte, próximo a Altamira (PA).
(DOL, com informações da Agência Brasil)
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