Familiares de Eremita Saraiva, de 53 anos, procuraram o Grupo RBA de Comunicação nesta segunda-feira (1) para falar sobre a dificuldade de conseguir um leito para internação no Hospital Ophir Loyola. Eremita é do município de Breves, no arquipélago do Marajó, e enfrenta um câncer na vulva (parte do órgão genital feminino), em avançado estado de desenvolvimento.
A sobrinha da paciente, Euziane Rodrigues, de 32 anos, conta que Eremita foi internada anteriormente na Santa Casa de Misericórdia, onde a doença foi diagnosticada. "Ela passou um tempo lá, e depois que confirmaram o câncer, encaminharam para tratamento no Ophir Loyola. Em abril começamos a radioterapia, mas a situação piorou", informou a familiar.
Os parentes dizem que com o desenvolvimento da doença e as queimaduras causadas pelo tratamento, Eremita passou a não conseguir mais andar. "Moramos em uma palafita e gastamos R$ 80 por dia para ela poder fazer a radioterapia. Não temos condições de continuar assim, nem para tratar as feridas", relatou Euziane, se referindo ao traslado que a paciente precisa fazer para ir às sessões.
Euziane afirma que deu entrada em um pedido de internação no hospital, mas que o Ophir Loyola informou não ter leitos disponíveis. "A situação está crítica. Não temos dinheiro para comprar os remédios e ela está piorando. Precisa da internação", apela.
Por meio de nota, o Hospital Ophir Loyola disse que a paciente passa por sessões de radioterapia e não consta nos registros a solicitação de internação para Eremita. A instituição informou ainda que já está agendada uma consulta para a reavaliação com o radioterapeuta, para a próxima quarta-feira (3).
A Secretaria Estadual de Saúde (Sespa) comunicou que irá analisar o registro de pedido de leito da paciente.
(DOL)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar