plus
plus

Edição do dia

Leia a edição completa grátis
Edição do Dia
Previsão do Tempo 27°
cotação atual R$


home
NOTÍCIAS PARÁ

Uma noite de muitos transtornos em Belém

Parte de Belém ficou às escuras e o trânsito se transformou em um caos por conta dos semáforos apagados e da forte chuva. A água começou a cair por volta das 18h e, por volta das 23h, a chuva ainda continuava intensa. Esta situação deixou várias pessoas p

twitter Google News

Parte de Belém ficou às escuras e o trânsito se transformou em um caos por conta dos semáforos apagados e da forte chuva. A água começou a cair por volta das 18h e, por volta das 23h, a chuva ainda continuava intensa. Esta situação deixou várias pessoas presas no trânsito, nas paradas, nos postos de gasolinas e até dentro dos ônibus por várias horas.

Na travessa Lomas Valentina que seguia da Almirante Barroso até Senador Lemos, o trânsito parou e o blecaute tomou conta das ruas. A doméstica Lúcia Negrão que pretendia chegar ao Distrito Industrial, em Ananindeua, por volta das 19h depois de um dia de trabalho, optou por descer do ônibus e andar até uma parada mais próxima. “Estamos parados há muito tempo porque o sinal apagou e todo mundo quer furar a frente do outro. Desci e vou andando na chuva, mesmo com medo dessa escuridão, até um perímetro menos engarrafado”.

Na Almirante Barroso, o trânsito seguiu engarrafado e sem semáforo nos cruzamentos. A administradora Thatyanne Pantoja, que saiu do trabalho no bairro de Batista Campos para o bairro da Sacramenta, relatou que já estava há horas parada no engarrafamento. “Já estou com medo de ficar parada dentro do carro. As ruas escuras com esse apagão, a cidade sem luz e chovendo muito, acabamos correndo risco de assalto também. O trânsito é caótico em Belém, mas hoje a cidade parou”.

Thatyanne escolheu seguir pela Duque de Caxias, que também ficou sem energia e com a maioria dos semáforos apagados. “Vou demorar bem mais que o normal para chegar em casa e além de tudo, muito cansada”.

ENGARRAFAMENTO

Da Pedro Miranda com a Lomas Valentina até a Alcindo Cacela o trânsito permaneceu parado durante aproximadamente 50 minutos. No cruzamento da travessa Humaitá, dois policiais militares ajudaram a controlar o engarrafamento. Entre as travessas do Chaco e Curuzú Henrique Santos, que trabalha com guinchos de veículos, aproveitou para ajudar os motoristas. “Como estou aqui, resolvi dar uma força, sinalizar a pista e avisar por onde passar, já que está tudo alagado”.

“Estou querendo chegar em casa e não consigo”, reclamava a professora de Sociologia, Beatriz Lima moradora de um edifício na 25 de Setembro, que estava aguardando o retorno da energia para poder subir para o apartamento dela no 8º andar.

Meteorologia

Segundo o coordenador do 2° Distrito de Meteorologia (2° Disme) do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), José Raimundo Abreu, choveu em torno de 40 milímetros ontem até às 21h, “podendo ser mais”. Segundo ele, isso é incomum, já que “a média para o mês de julho é de 150 milímetros, ou seja, já choveu boa parte disso hoje (ontem)”. Raimundo afirmou que essas pancadas de chuva serão frequentes nos primeiros 15 dias do mês e que é bem provável que este ano as chuvas ultrapassem a média histórica prevista.

Passageiras não conseguiram embarcar em voos

Muitos passageiros também tiveram problemas para embarcar no aeroporto Internacional de Belém. Apesar da chuva não ter prejudicado os pousos e decolagens e o aeroporto ter permanecido aberto e funcionando normalmente, os alagamentos causados pela chuva e a falta de energia fizeram com que muita gente chegasse atrasada e perdesse o voo.

Uma senhora que não quis se identificar e nem falar com a imprensa ficou irritada no início da noite por ter perdido o voo. A passageira Lorena Sousa, 24, que tinha voo para São Paulo, marcado para as 19h, também se atrasou por causa da chuva e acabou não embarcando. Ela chegou a pedir o ressarcimento da passagem e reclamou muito, mas não conseguiu. Lorena que estava com muita pressa de chegar à capital paulista teve que comprar outro bilhete, em outra companhia aérea e ficou de embarcar na madrugada de hoje.

CELPA

Em nota, a Celpa confirmou a interrupção de energia nos bairros da Pedreira, Sacramenta, Telégrafo, Marco, Souza, Miramar, Val de Cães e Maracangalha. Segundo a distribuidora de energia elétrica, o apagão foi causado pelo temporal que iniciou no final da tarde de ontem.

A concessionária disse que deslocou equipes que fizeram manobras no sistema para restabelecer a maior parte das áreas afetadas, mas “por causa do congestionamento causado pelos alagamentos as equipes tiveram dificuldade para chegar a vários pontos da cidade”.

Em outra nota, a Celpa acrescenta novos bairros alvos do apagão. Segundo a Celpa, os bairros Miramar, Val de Cães , Maracangalha tiveram a energia restabelecida às 20h36. Já o centro de Ananindeua e o Distrito Industrial foram normalizados às 20h53. Bengui, Panorama 21, Cabanagem e Carmelândia voltaram a ter energia às 21h10. E às 22h10, o fornecimento de energia dos bairros Pedreira, Sacramenta, Telégrafo, Marco, Souza, alimentados pela Subestação Pedreira, foi normalizado, segundo a Celpa. As equipes continuavam “trabalhando intensamente para restabelecer o fornecimento de todos os clientes isolados o mais rápido possível”, diz a nota.

Árvore cai em cima de carro no Umarizal

Ainda com a chuva intensa de ontem, uma mangueira de médio porte caiu em cima de um carro e fechou parte da pista na rua Curuçá, no bairro Umarizal. Segundo Nazaré Souza, o vento estava muito forte quando a árvore caiu. “Ouvimos um barulho, como se fosse um estrondo. Mas chovia muito. Quando viemos na porta é que fomos ver a árvore na pista e em cima de um carro”. Ninguém ficou ferido, segundo testemunhas.

Roberto Araújo contou que a mangueira não caiu de uma vez, o que evitou danos maiores. “Pelo peso da raiz, que fica presa no concreto da calçada, ela não virou com toda força, o que amenizou o impacto dela no chão”.

A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma), informou que o proprietário do veículo pode dar entrada com um protocolo na secretaria para pedir ressarcimento. O processo então será analisado pelo departamento jurídico. Ainda segundo a nota, uma equipe deverá ir hoje ao local para fazer a perícia e verificar o motivo da queda da árvore para emitir o laudo.

AMUB

A Autarquia de Mobilidade Urbana de Belém (Amub) informou que colocou “todo o efetivo nas ruas e cinco viaturas, com ênfase na atuação em pontos críticos”. Entre eles foram citados o transbordamento do canal da avenida Tamandaré; um acidente na avenida Júlio César, próximo à avenida Centenário, envolvendo dois caminhões; a avenida José Malcher entre 14 de Abril e 9 de Janeiro, que ficou “completamente intrafegável”.

A Amub citou ainda como pontos críticos as principais vias atingidas pela falta de luz; e ainda a área onde se concentraram os manifestantes, que no final da tarde seguiram rumo à Câmara Municipal de Belém (CMB).

Para o ex-militar, José Wiliam, que se dispôs a ajudar os motoristas tentando organizar o trânsito na Almirante Barroso com Lomas Valentinas, não ocorreu nem falta de contingente e sim “ displicência, só displicência mesmo”. Ele permaneceu naquele cruzamento das 18h30 até por volta das 21h, quando dois agentes da Amub finalmente apareceram no local.

(Diário do Pará)

VEM SEGUIR OS CANAIS DO DOL!

Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.

Quer receber mais notícias como essa?

Cadastre seu email e comece o dia com as notícias selecionadas pelo nosso editor

Conteúdo Relacionado

0 Comentário(s)

plus

    Mais em Notícias Pará

    Leia mais notícias de Notícias Pará. Clique aqui!