Ruas parcialmente submersas, moradores usando baldes para esvaziar pátios alagados e canais totalmente cheios. Ontem pela manhã, nas áreas mais afetadas pela forte chuva que caiu na noite da última segunda-feira, o cenário era o mesmo. Nas regiões mais baixas da cidade, os impactos do aguaceiro custaram a sumir. Além do lixo espalhado pela rua, sobraram reclamações de moradores que precisaram lidar com um velho problema que ainda permanece sem solução.
Na passagem Acatauassu Nunes, bairro do Marco, a parte mais baixa da rua estava tomada pela água. A situação se repetia em outras ruas e passagens próximas ao canal da Timbó. “Passam gerações e gerações de prefeitos e ninguém faz nada, sempre que chove é a mesma coisa”, comentou Paulo Roberto, 34 anos, que cruzou o alagamento de motocicleta. Uma moradora, que prefere não se identificar por temer represálias dos próprios vizinhos, acredita que a responsabilidade também é da população. “Pode ver como tá o canal, entupido de lixo e entulho. Eu moro aqui há 30 anos e há uns dois anos começou a encher a rua assim. O pessoal não respeita, depois fica todo mundo no prejuízo”, opina.
Na Rua Curuçá, bairro do Umarizal, próximo ao Hospital Geral de Belém, os galhos da mangueira que caiu sobre um carro na última segunda-feira ainda ocupavam parte da pista. A Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semma) já havia antecipado que o proprietário do veículo pode entrar com requerimento junto à secretaria para pedir ressarcimento pelo prejuízo material. Segundo testemunhas, a chuva caiu devido ao forte vento na hora da tempestade.
Samuel Brito, 32 anos, mora em frente ao local em que a mangueira caiu. Segundo o morador, não há um trabalho preventivo na rua para evitar acidentes como o da última chuva forte.
Segundo a assessoria de comunicação da Celpa, pelo menos 11 bairros de Belém, além de áreas de Ananindeua, tiveram o fornecimento de energia interrompido na última segunda-feira. Ainda segundo a Celpa, equipes trabalharam durante toda a madrugada para normalizar o serviço e, ontem pela manhã, funcionários atuaram para restabelecer o fornecimento em pontos isolados.
José Raimundo Abreu, coordenador do Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet- PA), já havia adiantado ao DIÁRIO que cerca de 40 milímetros dos 150 previstos para o mês de julho desaguaram sobre a capital paraense segunda-feira.
O coordenador do Inmet informou que as chuvas torrenciais poderão ser frequentes nas duas primeiras semanas de julho. Ou seja, a previsão é de mais chuva para os próximos dias.
(Diário do Pará)
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