A prefeitura de Belém começa a receber as propostas de hospitais particulares para a contratação de leitos para internação de casos de urgência e emergência na capital paraense. A meta é contratar até 160 unidades e o prazo para receber as propostas termina amanhã. Os contratos terão duração de seis meses. “Essa é uma solução emergencial para acabar com as filas”, disse ontem o secretário de Saúde do Município de Belém Yudi Ikuta.
Mas ele não informou a previsão de gastos com a medida. “O custo vai variar porque pagaremos por leito, de acordo com a tabela SUS e mais um valor fixo”, disse afirmando, contudo, que os recursos sairão do orçamento próprio do município.
Os leitos contratados no setor privado serão regulados pela Sesma. A porta de entrada no sistema de saúde pública do município, segundo o secretário, continuará sendo os prontos socorros, especialmente o da 14 de Março que tem 200 leitos e está superlotado. “No Pronto-Socorro será feita a avaliação para ver se o paciente poderá ficar em observação lá mesmo ou se precisará ser internado em outra unidade”, disse.
A contratação de leitos foi anunciada na semana passada após uma paralisação dos profissionais de saúde que atuam nos prontos-socorros. Foi apontada como solução para atender a demanda de atendimentos maior que oferta de leitos em Belém. Ao lançar a proposta, a prefeitura informou que em seis meses deve restabelecer o atendimento nas 19 unidades de saúde espalhadas pelos bairros de Belém, o que desafogaria o PSM da 14 para onde seguem hoje pacientes de toda a cidade.
O Tribunal de Contas dos Municípios (TCM) informou, por meio da assessoria de imprensa, que vai acompanhar a efetivação dos contratos. O Ministério Público Estadual e Ministério Público Federal foram procurados, mas ainda não se manifestaram sobre a medida.
O Sindicato dos Médicos do Pará disse ser favorável à contratação de leitos para retaguarda do atendimento. O diretor da entidade, João Gouveia, defende que a medida se estenda à área de maternidades. “O Município deveria ter leitos também para partos”. O diretor do Sindmepa ressalta, porém, que a medida deve ser provisória, até que o município amplie a oferta de leitos próprios.
(Diário do Pará)
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