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Alimentação dos paraenses teve alta de 14%

A alimentação básica dos paraenses continua batendo recorde de reajuste e esta entre as mais caras do país. Em junho deste ano, o custo da cesta básica foi de R$ 309,01, comprometendo cerca de metade do salário mínimo. De acordo com o balanço nacional da

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A alimentação básica dos paraenses continua batendo recorde de reajuste e esta entre as mais caras do país. Em junho deste ano, o custo da cesta básica foi de R$ 309,01, comprometendo cerca de metade do salário mínimo.

De acordo com o balanço nacional da cesta básica, divulgado nesta quinta-feira (4), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), realizado em maio deste ano em 18 capitais, 10 apresentaram queda no custo da alimentação básica e nas demais houve aumento no valor.

As principais quedas foram observadas no preço do arroz com queda de 2,67%; seguido do açúcar com 1,15%; do tomate com 1,14%; do óleo de cozinha com 0,85% e da carne bovina com 0,82%. Também no mês de junho, entre os produtos que tiveram aumento, o destaque ficou com a banana com alta de 1,98%; seguida da manteiga com 1,90%; do leite com 1,75% e do feijão com 1,27%.

Segundo o Dieese, no último mês, o custo da cesta básica para uma família padrão paraense, composta de dois adultos e duas crianças, ficou em R$ 927,03. Sendo necessário 1,4 salários mínimos, para garantir as mínimas necessidades do trabalhador e sua família, somente com alimentação.

A pesquisa mostra ainda que para comprar os 12 itens básicos da cesta, o trabalhador paraense comprometeu quase metade do salário mínimo de R$ 678,00.

No primeiro semestre deste ano, a maioria dos produtos da cesta, apresentaram altas expressivas de preços. A banana por exemplo, apresentou alta de 48,80%; seguida da farinha de mandioca com alta de 40,47%; do tomate com alta de 33,75%; do feijão com alta de 22,93% e do leite com alta de 10,69%.

No mesmo período, alguns produtos apresentaram queda no valor, com destaque para o arroz com 11,34%; óleo de cozinha com 8,62%; do açúcar com 6,52% e da carne bovina com queda de 4,44%.

Já nos últimos 12 meses, houve reajuste acumulado no preço da cesta. De acordo com o Dieese, neste período, os produtos da cesta apresentaram alta de preços e bem acima da inflação. Os aumentos mais expressivos ficaram por conta da farinha de mandioca com alta de 144,83%; seguida da banana com 66,85%; do tomate com 46,94%; do arroz com 36,02%; do leite com 17,89% e do pão com alta de 13,44%. A inflação estimada para o mesmo período está girando em torno de 7%. Também nos últimos 12 meses, poucos produtos apresentaram queda de preços, com destaque para o açúcar com queda de 9,15% e da carne bovina com queda de 3,96%.

No mês de junho, das 18 capitais pesquisadas, São Paulo foi quem apresentou o maior valor da alimentação básica; seguida de Porto Alegre e Manaus.

(DOL, com informações do Dieese)

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