Uma onda de boatos sobre falta de combustível nos postos de Belém, ontem, levou dezenas de motoristas aos estabelecimentos para encher o tanque a fim de se prevenirem do aumento de preços e dos transtornos para conseguir abastecer.
Os rumores começaram depois que alguns postos ficaram sem os derivados de petróleo. De acordo com o Comércio Varejista de Combustíveis e Derivados do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis do Pará (Sindcombustíveis), o problema acontece em virtude do atraso da chegada dos navios que trazem combustíveis para abastecer a cidade, demora esta ocasionada pelas manifestações nos portos brasileiros.
De acordo com o presidente do Sindcombustíveis, Alírio Gonçalves, o problema do desabastecimento atinge cerca de 10% dos postos de combustíveis de Belém, mas o número pode aumentar se a situação nos portos piorar.
No próximo dia 11, uma paralisação deverá acontecer nos portos brasileiros. A manifestação poderá marcar o início de uma greve, ou seja, se a demora na chegada dos navios já representa um desabastecimento na cidade a situação ficará pior com a suspensão das atividades nos portos. Além disso, os trabalhadores de postos de gasolina poderão também paralisar, mas a categoria irá esperar o resultado da negociação com a patronal, que acontece hoje, no Tribunal Regional do Trabalho, para decidir os rumos do movimento.
Ontem, diversos postos de gasolina registraram filas de carros para abastecer. Enquanto aguardava seis carros abastecerem, o advogado Paulo Santos, procurava informações na internet para saber sobre a falta de combustível na cidade. “Eu fiquei sabendo por um amigo que ia faltar, então vim encher o tanque, mas não consigo confirmar a informação com nenhuma outra fonte”, ressaltou.
GREVE
O representante do Sindicato dos Trabalhadores de Postos de Gasolina (Sindepospetro), Carlos Aguiar, confirmou a falta de combustível em alguns postos de gasolina, mas ressaltou que o problema não está relacionado com o movimento da categoria que luta por melhores condições de trabalho. “Tem posto de gasolina que já registra desabastecimento e pode fechar, mas os trabalhadores não tem nada a ver com isso. O problema teve outras origens”, disse.
Aguiar ressalta que os trabalhadores pedem um reajuste salarial de 10%, ticket alimentação no valor de R$ 130, aumento no abono de férias e do Círio e mais Participação nos Lucros e Resultados (PLR). “A reivindicação começou com a gente pedindo um reajuste de 18%, já baixamos para 10% e não podemos diminuir novamente”, disse Aguiar, que ainda afirmou que não há previsão para o começo de uma greve. “Se não houver acordo, iremos fazer uma assembleia para votar os novos rumos do movimento. Iremos votar pelo indicativo de greve, mas não no início dela”, disse.
(Diário do Pará)
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