Férias, praia, estrada. Sair da cidade para aproveitar o sol no interior do Estado é a vontade de muitos, mas alguns ficam pelo caminho. Carro no acostamento com pisca alerta ligado, fumaça saindo do motor, pneu arrebentado. Não é difícil encontrar veículos nesta situação durante as férias escolares. Para desviar dos problemas, a revisão tem que estar dia.
Trocar o óleo, verificar o nível da água, a situação dos pneus, a condição do extintor de incêndio, sapatas de freio, pastilhas, suspensão e balanceamento. Pegar a estrada exige responsabilidade, não só na atenção ao volante, mas antes de ligar o veículo.
“A revisão é uma forma de viajar tranquilo”, sintetiza o mecânico Rafael Silva. A procura pelo serviço onde ele trabalha aumentou consideravelmente. “É um período em que o fluxo aumenta 40%”, afirma o gerente Neto Barros. A movimentação começou desde a segunda quinzena de junho, quando os banhistas começam a preparar as viagens.
Em média a revisão básica custa entre R$ 200 e R$ 300. A funcionária pública Lídia Costa, 45, não deixou para cima da hora e fez a revisão no veículo. “Alinhamento, balanceamento e troca de pneus”, lista. A cada 5 mil quilômetros rodados, o alinhamento é verificado. “Eu já precisava fazer e também queria viajar, assim é mais seguro”.
Mas nem todo mundo precisa gastar tanto. Fazendo as observações no tempo necessário, as despesas são menores. “De imediato tem que verificar os pneus, a suspensão e o freio. A principal falha é o pneu que estoura, a correia que arrebenta”, explica o mecânico.
Em geral as pessoas tem medo da revisão pela constatação de que o veículo apresenta mais desvios do que o dono imaginava. “Geralmente tem que trocar os pneus, óleo, mas é preciso para se fazer uma viagem sem se preocupar em quebrar na estrada”, pontua Silva.
(Diário do Pará)
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