Às portas de sediar a segunda Copa do Mundo de sua história, os resultados recentes da seleção vinham colocando em cheque a confiança do seu torcedor – a eliminação na Copa América 2011, com apenas uma vitória, e a perda da medalha de ouro nos jogos Olímpicos de 2012 para o modesto México culminaram com a demissão de Mano Menezes. Luis Felipe Scolari, o comandante do Penta, apostou em uma equipe para arrancar e ganhar corpo ao longo da Copa das Confederações e o título, principalmente pela forma como foi conquistado – com goleada incontestável sobre a favorita Espanha, dá a sensação que o primeiro passo para o Hexa em 2014 foi dado. Uma semana após a mágica conquista o DIÁRIO revisita o palco que recebeu o início dessa caminhada.
A série Miniestádios do Brasil apresenta ao leitor paraense o Estádio Nacional de Brasília Mané Garrincha, onde foi realizada a cerimônia de abertura e primeiro jogo do torneio. O Fascículo de Brasília é o quinto e penúltimo da série, e apresenta 16 páginas com informações sobre a história, reformas e curiosidades em geral sobre a principal praça esportiva do Planalto Central. Junto com o novo fascículo, o quinto de um total de seis, virá encartada também a primeira lâmina com peças para a montagem do Estádio Mané Garrincha. Os 2º e 3º encartes com as outras partes do Estádio sairão durante a semana, encartadas nas edições de terça e sexta-feira.
ESTÁDIO NACIONAL
Construído na década de 70, o estádio Mané Garrincha foi, durante muito tempo, o único palco para as equipes de futebol do Distrito Federal, estado mais jovem da federação e por isso mesmo, com uma população ainda pouco ligada aos clubes do futebol local. Por muito tempo a grande movimentação no estádio ocorria quando algum time grande de outros centros visitava Brasília, como foi o caso do Santos, ainda com Pelé, em 1973, e do Vasco de Romário e Roberto Dinamite, final dos anos 1980. Com o desenvolvimento do futebol na capital do país, o estádio foi palco de alguns momentos marcantes envolvendo as equipes locais, como o título brasileiro da série B conquistado pelo Gama em 1998, primeira conquista nacional da história do DF, que voltaria às conquistas nacionais com o Brasiliense, campeão da série C em 2002 e da série B em 2004.
Em 2013, no entanto, o Estádio Nacional de Brasília pode ter acrescentado um novo título ao seu histórico – o palco onde Neymar virou protagonista da Seleção Brasileira. Foi na vitória por 3x0 sobre o Japão, na estreia da Copa das Confederações de 2013, que o ex-atacante santista, atualmente no Barcelona, assumiu a postura de líder em campo e passou a comandar o time rumo à vitória. Ao fazer o primeiro gol, num chutaço de fora da área após a ajeitada de Fred, o atacante ajudou a simplificar um jogo que se desenhava difícil e tirou das próprias costas o estigma de sumir nas horas decisivas. “A equipe do Brasil está crescendo como um todo, e, com esse crescimento coletivo, a individualidade aparece nas horas certas”, disse o atacante, dando a entender que o momento de maturidade chegou. Com apenas 21 anos de idade, e muita carreira pela frente, o tempo vai dizer se esse momento realmente chegou.
ÚLTIMO FASCÍCULO
Após o quinto fascículo, a série Miniestádios do Brasil chegará à sua última edição no próximo domingo, quando apresentará o tradicional estádio do Mineirão. O último fascículo virá acompanhado da primeira lâmina do último estádio. O leitor que tiver perdido alguma edição da série ainda pode completar seu estádio, bastando procurar a Gráfica do DIÁRIO e adquirir as edições anteriores.
(Diário do Pará)
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