Hoje, 08, Bragança amanhece em festa pela comemoração de seus 400 anos. Nesta segunda feira, quando a programação começa com alvorada, às 05h30, com missa na comunidade da Vila Que Era, onde fica o marco de fundação do município, do outro lado do rio Caeté, os moradores vão festejar o orgulho de ser Bragantino.
Além dos 400 anos de história, a cultura do município, com a religiosidade por São Benedito, marca o sentimento da população de Braganaça. À noite será a vez das três atrações mais esperadas: os cantores Tiaguinho, Chico César e Luê Soares, que se apresentarão simultaneamente na orla e no aeroporto. A programação da orla iniciará às 20h30 com apresentação do Trio Manari. Às 21h30, entra em cena o Coral das 400 Vozes, para em seguida haver a queima de fogos.
O show de Chico César iniciará às 22h e Luê Soares encerra a programação no Largo de São Benedito, a partir da meia noite. Enquanto isso, a festa também acontece no aeroporto, onde as aparelhagens J.A. e Surdão Sound começam a animar desde as 20h. A queima de fogos também será simultânea e em seguida, Thiaguinho leva o melhor do pagode para os aficionados pelo estilo.
Ainda hoje, dia 08, a Orquestra do Theatro da Paz e Coro, se apresentam no Instituto Santa Teresinha, às 20h.
BOM EXEMPLO
Apesar das divergências, a medida adotada pelo Ministério Público do Estado em Bragança, proibindo a entrada de carros, motos e quadriciclos na praia não ocasionou o caos como haviam previsto os donos de bares, restaurantes e pousadas de Ajuruteua e os frequentadores, que apostavam num grande congestionamento nas áreas das ruas perto da praia e ainda às margens da estrada.
Mesmo com os cerca de 120 ônibus de piquenique e aproximadamente dois mil carros, estacionados ao longo dos quase nove quilômetros de litoral atlântico, onde a fiscalização foi rígida, nos locais antes liberados para o acesso de veículos para a areia.
A maré seca durante a maior parte do dia proporcionou um dia diferente dos tradicionais domingos de julho em Ajuruteua, sendo motivador para uns banhistas e, monótono para quem não abre mão de um som automotivo em alto volume, como o taxista Edson de Oliveira Campos, 25, que considera a medida um desperdício de lazer. “Desde que vim à praia pela primeira vez foi para curtir som, tomando cerveja bem ao lado do carro e acho um absurdo não poder mais fazer isso, que sempre fez parte da nossa cultura, dos nossos costumes”, argumentou o bragantino.
Já o comerciante Augusto Jorge Calice Auad, também bragantino e frequentador de Ajuruteua, desde que só se chegava à ilha de barco, comemorou a nova norma. “Em todas as praias que eu já fui, as do Pará são as únicas ocupadas por veículos em trânsito permanente, o que tira a tranquilidade do banhista, especialmente, das crianças. Fico muito honrado como bragantino, por Ajuruteua ter saído na frente adotando esse procedimento”.
Geração de emprego faz parte da festa de Bragança
Aos 400 anos Bragança tem saldo positivo de 391 postos de trabalho, correspondente a um crescimento de 10,78%. Com a economia baseada na agricultura, pesca e turismo, o município apresentou aumento de geração de emprego na maioria dos setores econômicos no período de junho de 2012 a maio de 2013. De acordo com um balanço realizado pelo Departamento Intersindical de Estatísticas e Estudos Socioeconômicos (Dieese) com base em informações do Ministério do Trabalho, nos últimos doze meses, foram realizadas 1.695 admissões no setor formal da economia contra 1.304 desligamentos. O comércio apresentou saldo positivo de 169 postos de trabalho, seguido pelo setor serviço, com saldo positivo de 91 postos; a construção civil, com saldo de 84 postos e a agropecuária, com saldo positivo de 23 postos de trabalho. O setor do comércio também foi o que apresentou o maior número de admissões, com 717, e de desligamentos, com 548 demissões. Com isso, Bragança está entre os 10 municípios que mais geraram empregos com carteira assinada no Pará.
Segundo o balanço do Dieese, o saldo positivo não é restrito ao município de Bragança. “Esta situação também foi e está sendo vivenciada pela grande maioria dos municípios do Estado”, afirma Roberto Sena, economista do Dieese.
(Diário do Pará)
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