Para o presidente do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), João Gouveia, não são suficientes os 88 leitos a serem contratados até agosto, pela Prefeitura de Belém, a fim de desafogar o fluxo dos dois pronto-socorros municipais.
"A princípio seriam 160 leitos e só conseguiram pouco mais da metade, isso significa que a avaliação inicial feita pela Sesma não foi considerada, a situação preocupa", avalia Gouveia.
Ainda segundo o presidente, a reclamação dos pacientes é geral, o que leva a espera de dias para o atendimento ser realizado. "Os pacientes afirmam aos médicos que passam cerca de 70 dias esperando a internação, isso em caso de doenças comuns. A situação piora ainda mais em se tratando de doenças graves, onde a espera é muito maior. Tem gente que quando o PSM liga informando a disponibilidade do leito muitas vezes o paciente já morreu", denuncia.
DIÁRIA
De acordo com a Sesma, no valor de tabela do SUS, os leitos de Urgência e Emergência têm diária de R$ 100,00, e na contratação serão acrescidos R$ 300,00. Os leitos de UTI têm um valor adicional diferenciado, chegando a R$ 800.
A contratação de 88 leitos foi anunciada nesta terça-feira (9), pela Secretaria Municipal de Saúde de Belém (Sesma), sendo 49 neste primeiro momento. A contratação dos outros 39 leitos será finalizada até o mês de agosto.
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(DOL)
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