A reportagem do DIÁRIO flagrou na madrugada de ontem (9) mais de 10 sacos cheios de livros didáticos e paradidáticos jogados na calçada da Escola Estadual Humberto de Campos, na rua Paulo Cícero, por trás do PSM do Guamá. A maioria em bom estado de conservação, pareciam estar deixados como lixo em frente à instituição.
Uma testemunha que não pode ser identificada afirmou que os livros estão sendo jogados no lixo todas as madrugadas há pelo menos dois meses. E que desde as duas últimas semanas os livros são jogados fora todos os dias e os lixeiros levam pela manhã. “Livro ir parar no lixo é um crime, não pode livro ser jogado no lixo”, disse indignada a pessoa que fez a denúncia. Ele garantiu que assiste ao crime há várias madrugadas.
A Secretaria de Estado de Educação (Seduc) informou em nota que os livros descartados não eram da Escola e sim de um centro espírita que funciona nas dependências do colégio, em algumas noites da semana. Mas o denunciante garante que os livros eram mesmo da escola e que o espaço é do centro espirita, mas alugado para a Seduc. “Basta investigar com os garis da prefeitura”, sugeriu,
Durante a tarde, os livros não estavam mais na calçada, foram recolhidos para dentro da escola, que só funciona pela manhã. De acordo com o zelador da instituição, tudo foi um mal entendido. “Os livros são do centro e vão ser doados, daí o pessoal ensacou tudo e deixou separado, mas o vigilante que fica à noite e costuma botar o lixo pra fora pensou que os sacos de livro também eram lixo. Mas já guardamos tudo aqui de novo”, relatou.
(Diário do Pará)
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