Produtores de soja das microrregiões de Conceição do Araguaia, Redenção, Itaituba (a exceção dos municípios de Rurópolis e Trairão), Marabá e Altamira (distrito de Castelo dos Sonhos) devem ficar atentos para a primeira etapa do vazio sanitário de soja, que iniciará no dia 15 deste mês e vai até dia 15 de setembro. Nesse período, os produtores rurais ficam proibidos de cultivar a soja, bem como manter ou permitir fase de desenvolvimento no campo e em beira de estrada.
A praga ferrugem asiática da soja, causada pelo fungo Phakopsora pachyrhizi, é capaz de provocar uma perda de até 70% da produção, já que para controlar a praga é preciso usar uma grande quantidade de agrotóxico, o que causa prejuízo ao meio ambiente e também ao próprio produtor.
O território paraense goza de uma situação favorável devido ao clima e o vazio sanitário, que reforça a segurança. Como não há planta em campo nessa época do ano, o fungo não tem do que se alimentar e acaba morrendo.
O Pará possui três três polos de soja, nos municípios de Paragominas, Santarém e Redenção. Em razão das diferenças climáticas entre cada uma delas, foi estabelecido no programa estadual duas etapas de vazio sanitário, sendo que a segunda ocorre de 1º de outubro a 30 de novembro. O estado é o 14º produtor de soja no Brasil e o 12º a instituír o vazio sanitário, desde 2008.
Caso o produtor não cumpra a lei, terá que desembolsar mais de R$ 20 mil. Além disso, é obrigatório que atualize o seu cadastro anualmente, o que pode ser feito em qualquer unidade da Agência de Defesa Agropecuária do Estado do Pará (Adepará). Caso não esteja cadastrado, a multa pode variar de R$ 163,00 a R$ 1.623,00 dependendo do tamanho da área. Os cadastros permitem à Agência de Defesa manter o controle do trabalho de inspeção fitossanitária e fiscalização.
“Alguns produtores ainda temem em fazer o cadastro, mas é importante para fortalecer o trabalho da Adepará. A cada ano aumenta o número de produtores no etado e aumentam também as áreas de plantio de soja”, explica a coordenadora do Programa Estadual Fitossanitário da Cultura da Soja da Adepará, Alice Thomas. A maioria, no entanto, segue as normas do vazio sanitário. Nos últimos cinco anos apenas oito multas foram aplicadas.
Para o diretor geral da Adepará, Mário Moreira, o trabalho de manejo é fundamental para quebrar o ciclo das pragas e doenças que atingem as culturas e preservar os vegetais. “Desenvolvemos todo um trabalho técnico e de orientação através de cursos que são ministrados pelos servidores da Adepará. Com isso garantimos tanto a melhoria da qualidade como o aumento da produção no estado”, avaliou.
Sintomas da ferrugem asiática
Os primeiros sintomas aparecem na forma de pequenas pontuações angulares, de coloração cinza-esverdeada, na face superior das folhas, que podem ser observadas contra o sol. Na face inferior, observam-se pequenas pontuações salientes, de coloração castanho claro a castanho escuro. A identificação da praga é facilitada pelo uso da lupa de bolso (com capacidade de aumento de 20x).
(Agência Pará)
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