Médicos da Santa Casa, do Hospital das Clínicas, do Abelardo Santos e do Ophir Loyola discutiram a possibilidade até de uma paralisação das atividades se o governo do Estado não pagar os plantões e sobreavisos já realizados por eles. A categoria também cobra melhores condições de trabalho e o reajuste de 7,2% dos plantões e sobreavisos “negociados e não cumpridos pela Sead (Secretaria de Estado de Administração)”, segundo o diretor administrativo do Sindicato dos Médicos do Pará (Sindmepa), João Gouveia.
Em assembleia realizada ontem à noite, no Sindmepa, eles decidiram constituir uma comissão formada por dois profissionais de cada um desses hospitais e pela diretoria do sindicato para se reunirem com a secretária de Administração, Alice Viana. O encontro já está marcado para as 10h do próximo dia 18, na Sead.
Os médicos também marcaram uma nova assembleia para o dia 8 de agosto, às 19h, para decidir sobre uma possível paralisação por melhores condições de trabalho e contra as recentes decisões do governo federal referentes à categoria.
Hoje, os médicos se somarão ao Dia Nacional de Lutas, organizado pelas centrais sindicais, mas a categoria não vai fazer paralisações. Eles vão reforçar a mobilização nacional pela aprovação de um projeto de emenda popular que destina 10% da receita bruta do governo para a saúde. Serão mais R$ 43 bilhões que devem totalizar R$ 130 bilhões para a saúde com o que o governo gasta hoje. “Não é o suficiente, já melhora, mas falta ainda a gestão eficiente porque a corrupção leva parte desse dinheiro”, afirma João Gouveia.
Os médicos vão participar da passeata que sairá às 8h da frente da prefeitura, onde os manifestantes deverão ser recebidos pelo prefeito, e depois seguirá com destino ao Centro Integrado do Governo (CIG).
REVALIDA
Os médicos discutiram ainda que medidas deverão tomar contra a Medida Provisória (MP) do governo federal que acrescenta mais dois anos ao curso de Medicina e a importação de médicos estrangeiros para suprir as necessidades do país, que são condenadas por unanimidade por eles.
Segundo os médicos não há urgência e relevância para justificar o uso da Medida Provisória. Eles vão pressionar deputados e senadores e farão campanha de esclarecimento à população pelas redes sociais.
A assessoria de imprensa da Sead informou que “até então a reunião está confirmada e a pauta do sindicato será discutida na medida do possível”.
(Diário do Pará)
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