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Pronto Socorro também teve protesto e reclamações

Ontem pela manhã, em frente ao Pronto-Socorro Municipal Humberto Maradei, o PSM do Guamá, um cartaz na entrada principal listava uma série de reivindicações. Na pauta, demandas que unem os profissionais municipais e estaduais da saúde, como melhores condi

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Ontem pela manhã, em frente ao Pronto-Socorro Municipal Humberto Maradei, o PSM do Guamá, um cartaz na entrada principal listava uma série de reivindicações. Na pauta, demandas que unem os profissionais municipais e estaduais da saúde, como melhores condições de trabalho e garantia do abastecimento de material necessário para atender aos usuários. No dia em que milhares de trabalhadores brasileiros foram às ruas, médicos, enfermeiros e técnicos de enfermagem, ligados ao município e Estado, também participaram do grande ato em Belém. O atendimento não ficou prejudicado, mas não faltaram usuários denunciando as deficiências do serviço.

Andreia Marinho, 46, esperava ansiosa o horário de visitas em frente ao PSM do Guamá. Sua mãe, Palmira Marinho, 70, está internada na unidade desde a última segunda-feira (8). “Nós viemos de Barcarena. Primeiro a gente foi no PSM da 14 e lá não tinha nem leito, nem maca pra ela ficar. Quando nós chegamos aqui, também não tinha leito e ela ficou no corredor até poder ser transferida”, conta.

Lucilene Marinho, 39 anos, irmã de Andreia, diz que a mãe apresenta quadro de broncopneumonia, com suspeita de ter sido infectada pelo vírus H1N1. “Ela ficou internada três dias em Barcarena, mas pediram logo pra trazer ela pra Belém porque já morreram duas pessoas por causa do H1N1 lá. Um absurdo ela ter ficado no corredor, o risco de contaminação era muito grande”, observa.

RECLAMAÇÕES

No Pronto-Socorro Municipal Mário Pinotti, o PSM da 14, o movimento era tranquilo. Carlos André dos Santos, 37, no entanto, protestava por não poder acompanhar a esposa, Alcilene Onice do Nascimento, 30. “Ela teve princípio de AVC e ainda tá meio desorientada. Na ala que ela tá eu não posso ficar porque homem não é permitido. Foi preciso eu fazer o maior escândalo pra ser ouvido. Eu fiz pressão e só foram cadastrar ela na Central de Leitos terça-feira (9)”, reclama. A assessoria de imprensa da Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) informa que é normal o procedimento de isolar pessoas do sexo masculino da ala feminina e que o mesmo ocorre em outros hospitais públicos estaduais e em alguns privados.

Na Santa Casa, o atendimento, pela manhã, estava ocorrendo normalmente. A assessoria de imprensa do hospital confirmou que servidores estavam participando do ato geral, mas informou que a paralisação dos funcionários não prejudicou a população.

Ontem, Adriana Ribeiro, 30, levou seu filho, Isaque Ribeiro, quatro anos, para a segunda consulta pediátrica. “Da última vez que eu vim aqui, no dia 29 de junho, a consulta estava marcada para dez horas da manhã e saí daqui três da tarde. Tem muita gente aqui passando por isso. A pessoa chega do interior sem dinheiro pra comer, nem nada, e fica horas esperando”, denuncia.

Muitas queixas apesar do fraco movimento

Pela tarde, a paralisação não foi para frente. Mas o atendimento que parecia normalizado, continuou gerando reclamações.

Já no PSM da 14 de Março, o movimento era bem mais intenso. A mãe de Patrícia Araújo, uma senhora de 75 anos, chamada Maria Augusta da Silva Araújo, sofreu um derrame ontem e segundo os familiares não foi atendida com urgência, além de não receber alimentação. “Só dão remédio para controlar a pressão dela, demoramos duas horas para sermos atendidas e ainda não deram uma refeição para ela. Ela está lá mal, só fica de olho fechado de tão fraca”, reclama.

SESMA

A Secretaria Municipal de Saúde (Sesma) informou em nota, que a paciente Palmira Marinho estava internada e recebendo atendimento médico e em observação, também aguardava a liberação de uma UTI, onde já está e recebe atendimento. De acordo com a Sesma todo o atendimento neste hospital esteve normal ontem e a manifestação dos médicos não afetou os procedimentos.

A Sesma também informou que a paciente Maria Augusta da Silva está internada no HPSM Mário Pinotti, mas está desorientada e inconsciente e por isso sem condições de se alimentar via oral. Assim, o Departamento de Nutrição resolveu suspender a alimentação dela. A secretaria garante que a família da paciente foi orientada a pedir para o médico da próxima visita a prescrição da sonda. Em relação ao atestado médico, a Sesma diz que se o médico diagnosticar melhora na paciente, ele pode se negar a emiti-lo.

(Diário do Pará)

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