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Céu nublado não afastou veranistas de Mosqueiro

O sol quase não apareceu, mas mesmo com o céu nublado a ilha de Mosqueiro ficou lotada de veranistas no segundo final de semana das férias escolares. Segundo a Agência Distrital, até o final deste mês cerca de 500 mil turistas devem frequentar a bucólica.

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O sol quase não apareceu, mas mesmo com o céu nublado a ilha de Mosqueiro ficou lotada de veranistas no segundo final de semana das férias escolares. Segundo a Agência Distrital, até o final deste mês cerca de 500 mil turistas devem frequentar a bucólica.

Ontem, as praias mais procuradas pelos veranistas foram as do Farol, Chapéu Virado e Murubira, locais onde predominou um público jovem. A diversão também ganhou um reforço com o trio da rádio 99 FM, o “Pequeno Gostoso”, que distribuiu diversos prêmios aos veranistas. “Não tem problema se o sol não apareceu. A gente quer mais é aproveitar o dia de lazer e o banho na praia”, comentou a turista Eliana Pinto, 35.

O vendedor ambulante Ronaldo Trindade, 36, comemorou as vendas, que no final de semana anterior tinham sido fracas. “É um trabalho em que a gente também aproveita o clima praiano. O público veio em peso e acredito que no final de semana que vem seja ainda maior”, projetou, enquanto caminhava com sua bandeja de doces.

Na praia do Paraíso, que é uma das mais distantes, o movimento também foi intenso, mas ficou abaixo do que era esperado pelos proprietários de bares e restaurantes. Eles ressaltam que isto é uma das consequências do descaso da Prefeitura Municipal de Belém a respeito da erosão que tem destruído a orla da praia.

Desta vez a previsão do tempo não foi tão certeira quando apontou que o final de semana seria ensolarado na Região Metropolitana de Belém. Durante a maior parte deste segundo final de semana, o céu ficou nublado, com sinais de que qualquer momento poderia chover. Ontem, em Mosqueiro, o sol só apareceu um pouco a partir das 16h30.

Quem pegou a estrada ontem, pela manhã, se deparou com um trânsito livre de engarrafamentos. A rodovia PA-391, que leva até Mosqueiro, apresentou ponto de lentidão apenas na altura do “portal” por causa da fiscalização de veículos e passageiros. O Juizado da Infância e da Juventude, por exemplo, verificava se as crianças viajavam com a documentação.

TRÂNSITO

Na parte urbana do distrito, o trânsito ficou pesado e as principais ruas congestionadas por causa do tráfego intenso de veículos. Quem tentou chegar à vila pela beira mar precisou de paciência e fez o trajeto em quase uma hora e meia.

O grande número de crianças nas praias deixou o Corpo de Bombeiros com a atenção redobrada. Eles distribuíram pulseiras de identificação para as crianças. Embora não tendo apresentado um número exato, o tenente Marcos Scienza destacou que até agora o número de crianças perdidas em Mosqueiro foi considerado baixo.

Erosão na praia do Paraíso provoca transtornos

Junto com o Marahu e Baía do Sol, o Paraíso é uma das praias mais procuradas por quem quer distância do barulho e da badalação. No entanto, o local tem sofrido constantemente com a erosão. Uma caminhada pela praia apresenta também um cenário no qual árvores caíram por causa do desgaste do solo. Barracas também estão na iminência de desabar e o muro de arrimo já foi destruído. Em alguns trechos, a via também já sofreu danos.

Proprietário de um restaurante, Lindolfo Lameira afirma que os moradores e comerciantes do Paraíso aguardam por uma ação da Prefeitura de Belém, por meio da Agência Distrital de Mosqueiro, para resolver a situação. “Esta situação afasta turistas e prejudica as famílias que dependem do comércio (bares restaurantes) para sobreviver”.

PROBLEMA

A barraca de Lameira já apresenta problemas na estrutura por causa do desgaste do solo. “Algumas barracas por aqui já foram demolidas ou caíram e foram reerguidas com dinheiro dos próprios donos”, enfatizou. “Estamos sem esperança de melhoria”.

O comerciante destacou que no primeiro semestre deste ano, técnicos da prefeitura fizeram um levantamento da situação, mas ainda não viram nenhuma medida. “Toda benfeitoria que vocês estão vendo por aqui, foram os próprios barraqueiros que fizeram”. Logo no início da praia, uma placa instalada pela prefeitura informa que a última obra de revitalização da orla do Paraíso foi concluída em 2005.

O agente distrital de Mosqueiro, Gilberto Nascimento, respondeu que a prefeitura já começou as obras de reparo. As ações, segundo ele, começaram pela orla do Porto Arthur. “Estamos recuperando o muro de arrimo. Algumas obras na praia do Paraíso e no Marahu já estão em andamento”.

Segundo ele, os projetos caminham em ritmo lento porque só poderiam ser executados depois do inverno. Nenhum cronograma foi dado para a conclusão dos projetos. “Mosqueiro estava há 16 anos em situação de abandono”, disse.

(Diário do Pará)

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