Exigindo principalmente que as aulas de direção oferecidas no Pará fossem cronometradas a partir da identificação biométrica, instrutores de autoescolas interditaram por alguns minutos a Avenida Augusto Montenegro, em frente ao Palácio dos Despachos, no final da manhã de ontem. Recebidos por representantes do Governo do Estado, a categoria espera receber respostas sobre a pauta de reivindicações até o início de agosto.
Com os carros usados nas aulas de direção parados na extensão de uma das pistas da avenida, a interrupção do trânsito pela categoria durou apenas até uma comissão ser recebida no Palácio dos Despachos. Após a reunião, relativamente rápida, o grupo saiu com a promessa de que até o início de agosto teriam uma resposta a respeito das reivindicações. “Fomos recebidos e ficaram de nos dar um retorno até o início de agosto. Vamos aguardar”, explicou o vice-presidente do Sindicato dos Instrutores de Autoescolas do Pará (Sindiauto), Clodoaldo Costa. “Nossas reivindicações foram protocoladas e fomos bem recebidos. Mas se não tomarem providências, não vai ter mais para onde correr”.
IMPEDIMENTO
Mesmo com a participação de um grupo da categoria, Clodoaldo lembrou que muitos foram impedidos de comparecer ao protesto. “Esse é apenas o início da nossa luta. Se não tivermos resposta, vamos vir com força total”, destacou Clodoaldo. “Por menor que seja o nosso grupo, tivemos um resultado, até porque a nossa causa é a da sociedade também. Se não houver retorno, vai ser pior, vamos parar mesmo”.
Apesar de possuírem uma pauta mais extensa que inclui, dentre outras coisas, questões salariais e melhores condições de trabalho, a categoria tinha como foco principal a implantação imediata do sistema de biometria nos Centros de Formação de Condutores (CFC). Instrutor e também integrante do sindicato, Valeno Sodré faz questão de destacar os prejuízos causados pela ausência do sistema de biometria durante o processo de preparação para a emissão da Carteira Nacional de Habilitação (CNH).
“Hoje está muito fácil tirar a habilitação no Pará. Hoje, o mínimo de horas/aula que os alunos tem que ter é 20h aula e, hoje, tem cidadão que faz cinco horas aula e recebe um certificado de 20h. Com a biometria haveria fiscalização e isso não existiria”, aponta. “Estamos brigando para sermos fiscalizados. Essa é que é a verdade. O Pará é o único Estado que não tem a biometria”.
Para Valeno, a não exigência dessa forma de controle obrigatória acaba refletindo no trabalho dos próprios instrutores. “A ausência da biometria influencia nossas condições de trabalho. Quando acontece um acidente a primeira coisa que afirmam é que o aluno foi mal instruído, mas a gente já vem brigando para que instale essa biometria há quatro, cinco anos”.
Segundo postagem na Agência Pará, o documento foi “protocolado e será encaminhado à Chefia da Casa Civil”.
(Diário do Pará)
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