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Prestadores de serviços da Oi entram em greve

Os trabalhadores em telecomunicações ligados à empresa ARM Telecom, que presta serviços de manutenção para a operadora Oi, entraram em greve no último dia 13, reivindicando o cumprimento do acordo coletivo da categoria e a assinatura de um novo acordo. No

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Os trabalhadores em telecomunicações ligados à empresa ARM Telecom, que presta serviços de manutenção para a operadora Oi, entraram em greve no último dia 13, reivindicando o cumprimento do acordo coletivo da categoria e a assinatura de um novo acordo. No último dia 11 eles fizeram uma paralisação de advertência e iniciaram negociações com a empresa que tem sede no Ceará, mas não obtiveram respostas para suas reivindicações e decidiram radicalizar o movimento em assembleia geral da categoria realizada no Sindicato dos Trabalhadores em Telecomunicações do Pará (Sinttel-PA).

Segundo o presidente do sindicato, Godofredo Elleres, 90% dos 600 trabalhadores da empresa em todo o Estado estão parados, prejudicando a manutenção e instalação de telefones e os serviços de internet da Oi em todo o Estado.

Os trabalhadores afirmam que “a empresa não está pagando o salário integral, as horas extras, a produção, o tíquete alimentação”. E os aluguéis dos carros que eles usam para realizar os serviços da empresa, paga somente R$ 12 por dia para a gasolina e desconta os dias de folga dos salários deles. “Eles não estão cumprindo os direitos básicos previstos na CLT, um desrespeito”, denuncia Godofredo.

Os técnicos em telecomunicações, que recebem o salário mínimo reclamam ainda de assédio moral na empresa que já teria demitido 100 funcionários nos últimos meses. “As pessoas estão trabalhando sob pressão”, denuncia Fredson Maurício Menezes, 33. Ele afirma ainda que faltam uniformes, material de proteção e até ferramentas. Os materiais usados não são bons e os técnicos voltam até cinco vezes nas mesmas casas para refazer serviços por causa do material usado. Eles não têm sequer um lugar para ficar e se reúnem nas praças enquanto aguardam as ordens de serviços, afirma Fredson.

Alguns receberam de salário somente R$ 156 este mês. É o caso de Oswaldo Lins Pereira da Silva, 45, casado, com seis filhos. A empresa teria dito a ele que teria havido um erro no departamento de pessoal e que ele receberia ontem a parcela restante, mas nada foi depositado na conta dele. “Isso é um desrespeito com o trabalhador, com um pai de família, como vou pagar as minhas contas agora?”, questionou.

Ontem a empresa enviou representantes a Belém para reiniciar as negociações, mas não houve acordo. Hoje haverá nova tentativa. A reunião entre os representantes da empresa e uma comissão composta por diretores do Sinttel e trabalhadores, será retomada hoje em um hotel da cidade. A reportagem do DIÁRIO não conseguiu contato com a empresa ARM Telecom.

(Diário do Pará)

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