A Marinha entrega amanhã ao Departamento Nacional de Infraestrutura de Transportes (DNit) o parecer sobre os estudos para derrocamento do Pedral do Lourenço, que vai permitir a navegação firme o ano inteiro do Rio Tocantins.
De posse desse parecer, o DNit vai definir qual projeto executivo será a base para o derrocamento, já que existem dois projetos, um feito pela Universidade Federal do Pará e outro pela Mineradora Vale.
A partir daí o DNit vai encaminhar o parecer à coordenação do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), que vai liberar parte dos recursos para a abertura do canal de navegação, enquanto outra parte virá da iniciativa privada.
Quem repassou a informação foi o general Jorge Fraxe, presidente do DNit, em conversa com o deputado petista Zé Geraldo. O parlamentar disse acreditar que até novembro deste ano a licitação para o derrocamento esteja pronta.
Com a implantação da Hidrovia do Tocantins, Marabá será a única cidade do Norte do Brasil a ter um sistema intermodal de transporte, pois já conta com modal rodoviário e será ainda abarcada pela Ferrovia Norte-Sul, conforme antecipou a presidente Dilma Rousseff.
A navegabilidade pela hidrovia vai permitir o transporte mais barato de cargas e também o escoamento de produtos do setor mineral até o polo industrial de Barcarena, que juntamente com Marabá serão as duas cidades beneficiadas diretamente. Mas a expectativa é que a hidrovia favoreça a economia das regiões Nordeste, Sudeste e Sul do Pará.
(Diário do Pará)
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