Os moradores de Tailândia, nordeste paraense, reclamam da precariedade dos serviços de Saúde pública na cidade. De acordo com eles, faltam médicos e equipamentos no Hospital Geral de Tailândia.
O atendimento também apresenta falhas e o tempo para o agendamento de uma consulta com algum especialista e até mesmo a marcação de exames pode demorar, pelo menos, dois meses.
Desde o início do mês, o hospital é administrado por Organização Social (OS), cuja sede fica no Estado de São Paulo, que alegou ter recebido do Governo do Estado uma unidade com aparelhos sucateados e que não funcionavam mais, entre eles o de Raio-X, o de Endoscopia e o de Mamografia. A procura por atendimento é grande e diante da situação quase ninguém sai satisfeito do hospital.
A situação do Hospital Geral de Tailândia foi apresentada, ontem, com exclusividade pelo jornalismo da RBATV. Na reportagem de Isidoro Calixto, diversos cidadãos apresentaram uma queixa diferente a respeito da falta de atendimento na unidade. O lavrador Vicente dos Santos Oliveira, por exemplo, procurou o hospital para fazer uma radiografia (Raio-X), mas saiu sem esperanças de conseguir fazer o exame porque o aparelho do hospital está quebrado há meses. “Só me disseram que eu tinha que ir em outro hospital porque aqui estão sem o Raio-X”, disse Vicente, com a guia do exame nas mãos.
A situação do lavrador não foi a única. De acordo com a dona de casa Andréia da Silva, sua mãe precisava passar por uma cirurgia, mas para isso precisou fazer todos os exames pré-operatórios na rede particular. “Demora dois meses para a gente conseguir marcar um exame e a minha mãe não pode esperar tanto tempo. Aqui é assim, quem não tem dinheiro, morre!”, desabafou.
O comerciário Joel Ferreira denunciou que no hospital tinha um médico que atendia os casos de urgência e emergência, mas o profissional pediu demissão porque passou meses sem receber o salário. “Ele estava com o salário atrasado e sem previsão de receber”, alegou.
A Secretaria de Estado de Saúde (Sespa) informou que o Hospital foi equipado para atender tanto a população de Tailândia como também dos municípios vizinhos. Contudo, a administradora do hospital, Cleide Rillo, frisou que o Governo do Estado entregou o hospital com os aparelhos de exames todos sucateados, por isso os exames deixaram de ser feitos. “Nós já mandamos consertar o aparelho de mamografia e de Raio-X”, informou a nota da Sespa .
Em relação a falta de médicos, Cleide disse que no início o hospital pertencia à prefeitura de Tailândia e depois passou a ser de responsabilidade do Governo do Estado. “Quando o hospital saiu da prefeitura e foi para o Estado o número de médicos foi reduzido”, justificou.
(Diário do Pará)
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