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Hepatite B pode ter contaminação evitada

Antes de iniciar qualquer procedimento, a manicure Renata Soares dá espaço à sua própria preparação. Touca, máscara, luvas, equipamentos descartáveis e os devidamente esterilizados. Só assim Renata está pronta para começar a fazer as unhas das clientes. “

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Antes de iniciar qualquer procedimento, a manicure Renata Soares dá espaço à sua própria preparação. Touca, máscara, luvas, equipamentos descartáveis e os devidamente esterilizados. Só assim Renata está pronta para começar a fazer as unhas das clientes. “Desse jeito eu me sinto bem segura para trabalhar. É seguro não apenas para os clientes como para mim também”.

Listadas pelo Ministério da Saúde como integrantes dos grupos de risco para a contaminação por Hepatite B, as manicures, pedicures e podólogas fazem parte de uma parcela da população que precisa se preocupar, ainda mais, com os riscos de contaminação pelo vírus B (HBV). Forma mais comum de transmissão, o contato com sangue contaminado é facilitado em situações de profissionais que trabalham com objetos perfurocortantes. “Eu sempre tive essa preocupação, mas antes, quando trabalhava por conta própria, eu esterilizava os alicates do meu jeito mesmo”, recorda Renata Soares. “Agora, que trabalho aqui no salão e que tudo é esterilizado da forma certa, me sinto mais tranquila. Os próprios clientes ficam mais tranquilos quando veem que é tudo feito da forma correta”.

De acordo com a coordenadora Estadual de Hepatites Virais da Secretaria Estadual de Saúde Pública (Sespa), Cisalpina Cantão, um dos maiores perigos ligados à transmissão da hepatite B por contato com sangue contaminado é que o vírus se mantém vivo no ambiente externo por muito mais tempo que a maioria. “Por isso a preocupação com o alicate de unha, por exemplo. Se uma pessoa que tem hepatite B se corta com o alicate e essa ferramenta não for esterilizada, o vírus vai se manter lá por sete dias. Se outra pessoa usar aquele alicate mesmo tendo passado cinco, seis dias, ela pode se contaminar”, alerta. “E o perigo também está no fato de a hepatite ser uma doença silenciosa, muita gente tem e nem sabe. Só descobre quando faz um exame de rotina, ou algo do tipo”.

No momento em que decidiu abrir uma rede de salões de beleza, Sharry Rodrigues buscou informações sobre os procedimentos que deveria tomar para oferecer um serviço seguro aos clientes. Dos órgãos de saúde competentes, ouviu as recomendações seguidas, à risca, até hoje. “Procuramos os órgãos competentes e fomos orientados a usar o que fosse possível de equipamentos descartáveis e de esterilizar em autoclave o que não tivesse em descartável. Os equipamentos vão para o autoclave dentro de envelopes individuais que têm fitas que mudam de cor quando o objeto está esterilizado”, lembra, ao apontar a diferença do equipamento para as tradicionais estufas. “Descobriu-se que as estufas não esterilizava. O autoclave tem uma diferenciação de grau, o objeto tem que ficar lá por, no mínimo, 50 minutos. É o mesmo equipamento que os hospitais e dentistas usam”.

Para além dos cuidados oferecidos às clientes e do custo imposto pelos equipamentos, Sharry lembra que também tiveram a preocupação de orientar as funcionárias a terem cuidado com elas mesmas. “Nós já fizemos até cartazes com campanhas de prevenção à hepatite, informando e orientando elas a terem cuidado e a irem se vacinar em qualquer posto de saúde”.

(Diário do Pará)

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