Sem acordo com a patronal, funcionários da RM Telecom, empresa terceirizada que presta serviços para a Oi fizeram novo protesto na manhã de ontem em frente à sede da operadora de telefonia em Belém.
Em greve desde o dia 13 deste mês, os funcionários recusaram as propostas oferecidas pela empresa terceirizada em reunião realizada na última segunda-feira e prometem permanecer em greve enquanto as negociações não avançarem.
Agrupados em frente a Oi, os trabalhadores não paravam de chamar os demais prestadores de serviço para aderirem à greve. Em um alto-falante, eles anunciavam os problemas enfrentados pela categoria na hora de executar suas funções. De acordo com o presidente do Sindicato dos Trabalhadores de Telecomunicações do Pará (Sinttel), Godofredo Elleres, as revindicações da categoria dizem respeito tanto ao cumprimento do atual acordo coletivo, quando à negociação de um novo acordo. “Em primeiro lugar, está havendo o descumprimento do acordo coletivo vigente. A empresa [RM Telecom] não paga os salários devidos para todos os trabalhadores, não está pagando horas extras e nem sobreaviso, não está dando férias para os funcionários, não está pagando os carros que são alugados para a empresa”, aponta. “Também estamos em negociação para um novo acordo e a empresa não quer avançar”.
Segundo o presidente do sindicato, representantes da empresa que tem sede no Ceará estiveram em Belém no início da semana, após terem avaliado a pauta dos funcionários, porém, as propostas apresentadas não teriam agradado à categoria. “A empresa quer dar um reajuste de 3,4% para os que ganham até um salário mínimo e de 7,22% para quem ganha mais que um salário”, afirmou. “Reivindicamos, no mínimo, 9% de reajuste para todos os funcionários porque o salário deles já está defasado. Enquanto [a negociação] não avançar não vamos encerrar a greve”.
Prestador de serviço da empresa, o técnico Albertino Ribeiro afirma que as condições de trabalho enfrentadas pelos trabalhadores são as piores possíveis. “Nós damos a cara à tapa. Quando tem reclamações, quem ouve somos nós. A rede está sucateada e, quando dá algum problema, a gente é que ouve. A gente é que está de frente com o cliente e é muito triste ver que o cliente não está satisfeito”, afirma. “Eles ainda exigem que a gente pague pelos equipamentos quando somos roubados. Roubaram a minha escada e eles queriam que eu mesmo pagasse em dez vezes de R$480. Querem que eu pague para ter equipamento para trabalhar”.
O DIÁRIO tentou conversar com a RM Telecom, porém, não conseguiu contato. Em nota, “a Oi informa que mantém planos de contingência com o objetivo de acionar equipes próprias e contratadas, inclusive de outras localidades, para garantir a prestação do serviço. Casos pontuais de problemas técnicos podem ser comunicados pelo canal de atendimento 103 31.
(Diário do Pará)
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