Em 2011, a cada 100 mil jovens brasileiros, 82 acabaram vítimas de homicídio que continua sendo a principal causa de mortes não naturais e violentas entre o grupo. Os acidentes com algum tipo de meio de transporte, como carros ou motos, foram responsáveis por 27,7 mortes no mesmo ano. Em Belém, a média é superior. São 103 vítimas de homicídio para cada 100 mil jovens. Um resultado que dá à capital o posto de nona mais violenta do Brasil. A frente de cidades como São Luís (89,6), Porto Velho (64,3) e Rio de Janeiro (41,4). Em dez anos, de 2001 a 2011, o número de homicídios cresceu 54% na capital paraense.
De acordo com o mapa, o aumento da violência entre pessoas dessa faixa etária “demonstra a omissão da sociedade e do Poder Público em relação aos jovens, especialmente os que moram nos chamados polos de concentração de mortes, no interior de estados mais desenvolvidos; em zonas periféricas, de fronteira e de turismo predatório; em áreas com domínio territorial de quadrilhas, milícias ou de tráfico de drogas; e no arco do desmatamento na Amazônia que envolve os estados do Acre, Amazonas, de Rondônia, Mato Grosso, do Pará, Tocantins e Maranhão”. Procurada para falar sobre os números apresentados, a coordenação de Promoção do Direito da Juventude da Secretaria de Estado de Justiça dos Direitos Humano (Sejudh) informou que estava analisando os dados da pesquisa e que apenas hoje se manifestaria sobre o assunto.
(Diário do Pará)
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