A cozinha da Santa Casa de Misericórdia do Pará vive uma situação estarrecedora.
>> Veja a galeria de fotos com imagens do local
Encarregado de preparar as refeições de pacientes e funcionários, o local padece de sérios problemas estruturais, de higiene e de condições de trabalho, além de estar em flagrante desacordo com as normas da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e do Ministério da Saúde.
Que fique esclarecido desde já que a cozinha não está desativada. É nela que são preparadas as refeições dos pacientes e funcionários, todos os dias. É ela que está sendo usada hoje, agora mesmo.
Desde o início da atual administração estadual, há dois anos e sete meses, não foi feita qualquer melhoria nos equipamentos ou instalações.
O portal Diário Online (DOL) conseguiu acesso ao local e produziu centenas de imagens, entre fotos e vídeos, que mostram uma situação impensável: sujeira, rachaduras e equipamentos quebrados.
>> Material em desuso atrás do forno elétrico quebrado. (Foto:Daniel Costa/DOL)
As imagens desta reportagem estão à disposição das autoridades sanitárias e do Ministério Público. Também estão disponíveis para qualquer perícia ou verificação de sua autenticidade.
As cenas fotografadas e registradas em vídeo mostram descaso do poder público para com a alimentação de pacientes e funcionários, além de péssimas condições de trabalho para os profissionais do local.
Já existe uma nova cozinha. Faz parte do complexo da nova Santa Casa, já anunciada pelo governo do Estado e que deve ser inaugurada em agosto. No entanto, esta nova cozinha ainda não está em funcionamento. Faltam equipamentos e adequação a algumas normas técnicas.
A principal norma brasileira sobre o assunto é a Resolução 216 da Agência Nacional da Vigilância Sanitária (Anvisa), publicada em 2004. A cozinha da Santa Casa mais parece uma receita de como descumprir as regras da Anvisa.
“Fazemos a nossa parte. Mantemos os balcões limpos, caprichamos. É com muito sacrifício que conseguimos fornecer a alimentação com um mínimo de qualidade. Este mérito é da equipe que trabalha aqui. Infelizmente, a estrutura que temos hoje é muito precária”, declarou um funcionário que não quis se identificar por medo de represálias.
(Cláudio Darwich/DOL)
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