Os danos ambientais e sociais causados pela poluição gerada pelas indústrias que se instalaram na área do distrito industrial de Barcarena e as ações que podem ser tomadas pelo poder público para cessar ou diminuir as consequências foram os temas tratados nesta segunda-feira (22), em reunião realizada no gabinete da Procuradoria-Geral de Justiça.
No último dia 7 de julho, o DIÁRIO publicou uma reportagem que mostrava a situação das famílias que convivem, bem de perto, com os impactos ambientais provocados pelo polo industrial que se instalou na cidade.
Na reunião, os moradores da área relataram que desde 2003 ocorre poluição ambiental, prejudicando as comunidades localizadas perto das indústrias. Nesse período, disseram, já houve pelo menos 14 acidentes ambientais. Ao Ministério Público, foram solicitadas novas intervenções da instituição junto ao poder público para tentar reverter a situação.
“Além da atuação judicial, temos utilizado os termos de ajuste de conduta como uma forma de composição dos danos causados e como prevenção de acidentes futuros”, explicaram os promotores de justiça de Barcarena Daniel Azevedo e Antônio Lopes. “As comunidades tem sido ouvidas para que as cláusulas do termo reflitam o que precisa ser feito”, completaram.
Segundo o procurador-geral Marcos Antônio das Neves, “precisamos que tenha uma sanção mais efetiva às empresas que causam poluição, as omissões não podem ficar impunes”.
Uma nova reunião foi marcada para o dia 9 de agosto em Barcarena. O ponto a ser tratado será a água contaminada consumida pela população e que está causando doenças em adultos e crianças.
(DOL, com informações do Ministério Público)
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