Em junho deste ano, o emprego formal no setor extrativo mineral no estado do Pará voltou a apresentar saldo negativo na geração de empregos formais no comparativo entre admitidos e desligados. Este foi o quinto mês que o setor apresentou queda na geração de empregos. Os dados foram divulgados nesta quarta-feira (24), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese).
A pesquisa realizada em junho, mostra saldo negativo de empregos formais no comparativo entre admitidos e desligados com decréscimo de 0,11%. Foram feitas no setor em todo o Pará, 191 admissões e 211 desligamentos gerando um saldo negativo de 20 postos de trabalho.
No mesmo período do ano passado a situação foi inversa, pois houve 322 admissões e 128 desligamentos, gerando um saldo positivo de 194 postos de trabalho.
As análises apontam ainda que em junho deste ano, nos estados da região Norte, o Pará foi quem apresentou a maior perda de empregos formais com saldo negativo de 20 postos de trabalho, seguido de Rondônia com a perda de sete postos e de Roraima com saldo negativo de cinco postos de trabalho. Na outra ponta, o estado do Acre foi quem apresentou a maior geração de empregos formais com saldo positivo de 29 postos de trabalho, seguido do Amapá com 24 postos de trabalho e do Tocantins com saldo positivo de nove postos de trabalho.
Durante este mês, foram feitas no setor extrativo mineral em toda a região Norte, 433 admissões e 403 desligamentos, gerando um saldo positivo de 30 postos de trabalho, com crescimento de 0,12% na geração de empregos formais.
Segundo os dados analisados pelo Dieese, no 1º semestre deste ano, foram feitas no setor em todo o Pará, 1.207 admissões e 1.352 desligamentos gerando um saldo negativo de 145 postos de trabalho. No primeiro semestre do ano passado, o setor apresentou saldo positivo de empregos formais, sendo realizadas em todo o estado 2.467 admissões e 976 desligamentos, gerando um saldo positivo de 1.491 postos de trabalho.
Já nos últimos 12 meses, houve saldo positivo de empregos formais no comparativo entre admitidos e desligados com crescimento de 0,46%. No período, foram feitas 2.711 admissões e 2.626 desligamentos, em todo o estado, gerando um saldo positivo de 85 postos de trabalho.
O estado do Amapá foi quem apresentou a maior geração de empregos formais, com saldo positivo de 133 postos de trabalho, seguido do Acre com saldo de 93 postos de trabalho e do Pará com 85 postos de trabalho. Na outra ponta, o destaque negativo foi o estado de Rondônia com a perda de 85 postos de trabalho, seguido do Amazonas com a perda de 44 postos de trabalho.
Nos últimos 12 meses, foram feitas em toda a região Norte, 5.512 admissões e 5.299 desligamentos, no setor extrativo mineral, gerando um saldo positivo de 213 postos de trabalho e crescimento de 0,85%.
(DOL, com informações do Dieese)
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