O mês de julho, que para a maioria significa diversão, é sinônimo de dor de cabeça para donos de escolas particulares. Isso porque muita gente sai de férias sem quitar a mensalidade, deixando os proprietários em uma situação difícil.
“Julho é cruel, penso que a inadimplência beira os 50%, as escolas ficam numa situação muito desconfortável”, afirma Suely Menezes, presidente do Sindicato dos Estabelecimentos de Ensino Particulares do Pará. Segundo ela, julho é um mês que “exige uma liquidez muito maior” para fazer face às despesas extras e a inadimplência deixa as escolas “numa situação muito delicada”.
“A sugestão que nós fazemos aos pais que estão inadimplentes é que eles paguem o mês de julho agora, no dia 5, junto com a mensalidade de agosto, ou negociem o pagamento parcelado em até seis vezes”.
Por lei, as escolas não podem tomar nenhuma medida contra os pais ou os alunos. “Não podem suspender aulas. Só no final do ano podemos não rematricular o aluno inadimplente”, explica Suely Menezes.
Ela diz ainda que a escola sempre fica por último no pagamento das contas justamente porque não há praticamente punição. “Se alguém tiver que optar entre não pagar o cartão, a luz ou a escola é a escola a escolhida justamente porque não podemos tomar nenhuma medida como o corte do serviço, só podemos negativar o inadimplente, colocando o nome dele no SPC.
SPC
Mas, segundo ela, geralmente quem está inadimplente com a escola já está com o nome no SPC. “A legislação é perversa com a escola”, critica Suely, que apela aos pais de alunos para que procurem as escolas para negociar suas dívidas. Em todo o Estado funcionam 800 escolas particulares, cerca de 500 só em Belém.
(Diário do Pará)
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