O Departamento Nacional de Infraestrutura e Transporte - Dnit, deve concluir em 40 dias o processo de licitação para asfaltamento e melhoria do trecho da BR-230, próximo à ponte do rio Araguaia, que ficou interditado durante seis dias, após tensos protestos de moradores da região. O acordo com o Dnit só foi possível graças à intervenção do deputado federal Asdrubal Bentes (PMDB) que, após apelo dos prefeitos de Brejo Grande do Araguaia, Marcos Dias do Nascimento e de Palestina do Pará, representado pelo vereador Adeuvaldo Pereira de Souza (PSDB), foi até o local negociar com os moradores.
Os manifestantes bloquearam o trecho da Transamazônica, na divisa dos Estados do Pará e Tocantins. Eles pediam o asfaltamento do trecho da rodovia federal, que há mais de três décadas está sem pavimentação, contrastando com o vizinho Tocantins, que tem sua malha viária asfaltada. Asdrubal Bentes foi enfático ao defender o asfaltamento junto ao diretor-geral do Dnit: “É um absurdo, um descaso com o Pará, um estado rico e que só é lembrado no momento de exportar suas riquezas minerais e a energia para socorrer o Brasil”.
A reunião com o general Jorge Fraxes, diretor-geral do Dnit, só foi possível graças a um telefonema dado por Asdrubal Bentes de cima da ponte sobre o Rio Araguaia, quando negociava com os manifestantes. No contato com o general, ele lembrou que era um pedido da presidente Dilma Rousseff liberar todas as rodovias federais que se encontravam interditadas por manifestações, mais de 17 em todo o país.
No encontro em Brasília, na manhã de ontem, e que reuniu prefeitos, vereadores dos dois municípios e lideranças do movimento, o general Fraxes se comprometeu em realizar a licitação por meio de pregão eletrônico. Em ata assinada pelo diretor-geral do Dnit, ficou definida que para o “trecho da BR-230, próximo à ponte do rio Araguaia, será contratada empresa - mediante pregão eletrônico - para execução de base e capa (base e asfalto), conforme novas regras do Dnit”. Segundo ele, o prazo para ocorrer a efetivação do contrato será de 40 dias.
A reivindicação era a pavimentação de quase 16,5km da rodovia a partir da cabeceira da ponte, no Pará. A população da região sofre com a poeira, os buracos e a lama gerados pelo intenso tráfego de caminhões. Este trecho da Transamazônica supre demandas dos municípios do Sul e Sudeste do Pará, por onde são transportam diversos produtos. Asdrubal Bentes comemorou junto aos prefeitos e líderes do movimento o resultado da reunião e advertiu: “Vamos manter vigilância. O diálogo foi aberto e a partir de agora esta é uma prioridade de meu mandato”, concluiu.
(Diário do Pará)
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