De acordo com pesquisa divulgada nesta terça-feira (6), pelo Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), depois de 12 meses de altas sequenciais, o mês de julho apresentou queda no preço da alimentação básica dos paraenses. Contudo, a cesta básica continua entre as mais caras do país. No mês passado, por exemplo, o custo da cesta básica para um trabalhador paraense foi de R$ 299,07, comprometendo quase metade do salário mínimo de R$ 678,00.
Ainda segundo dados do estudo, todas as 18 capitais pesquisadas apresentaram recuo no custo da alimentação básica.
No período analisado, grande parte dos produtos da cesta básica tiveram queda no preço, com destaque para o tomate (12,27%), seguido da farinha de mandioca (9,60%); feijão (3,92%); do óleo de cozinha (2,29%) e da manteiga (1,86%). Também no mês de julho deste ano, poucos produtos apresentaram reajustes de preços, como é o caso do leite com alta de (2,41%), seguido da banana com (0,48%).
Para uma família padrão paraense, formada por dois adultos e duas crianças, o custo da cesta ficou em R$ 897,36. Para comprar os 12 itens básicos da cesta, o trabalhador paraense compromete quase metade do salário mínimo de R$ 678,00.
Nos últimos 12 meses, houve reajuste acumulado no preço da cesta básica de 15,08%. Neste período, a maioria dos produtos que compõem a cesta básica dos paraenses apresentaram altas de preços e bem acima da inflação. Os aumentos mais expressivos foram observados nos seguintes produtos: farinha de mandioca com alta de (119,25%), banana (64,99%); arroz (36,02%); leite (20,24%) e pão (3,62%). A inflação estimada para o mesmo período ficou em torno de 7%. Também nos últimos 12 meses, poucos produtos apresentaram redução no preço, com destaque para o açúcar com queda de 7,27%; carne bovina (3,78%) e óleo de cozinha (3,66%).
Das 18 capitais pesquisadas pelo Dieese no mês de julho, São Paulo foi quem apresentou o maior valor da alimentação básica com R$ 327,44; seguida de Vitória com R$ 310,73 e Manaus com R$ 310,52.
(DOL com informações do Dieese)
Seja sempre o primeiro a ficar bem informado, entre no nosso canal de notícias no WhatsApp e Telegram. Para mais informações sobre os canais do WhatsApp e seguir outros canais do DOL. Acesse: dol.com.br/n/828815.
Comentar