O Governo do Estado rescindiu o contrato com a empresa de táxi aéreo ORM Air. A decisão foi publicada no Diário Oficial desta terça-feira (6) e acontece após as várias denúncias de fraude, desvio de dinheiro público, sonegação de impostos e até a coação da auditora da receita federal, responsável por apurar as irregularidades cometidas pelos donos da empresa.
As denúncias foram publicadas no Diário do Pará e mostram superfaturamento no contrato entre o Governo do Estado e a empresa de propriedade de Rômulo Maiorana Júnior.
Documentos comprovam que, em um único vôo, o governo pagou R$ 74 mil a ORM Air Táxi Aereo, valor que foi a quase meio milhão de reais ao final de apenas três meses, motivos suficientes para que promotores dos ministérios públicos federal e estadual pedissem a anulação do contrato.

No contrato que a empresa mantinha com o governo, através do gabinete militar, a ORM Air é acusada ainda de receber sem prestar os serviços para os quais foi contratada.
Mesmo com o contrato cancelado, o Ministério Público informou que irá continuar a investigar o caso. Entre as ações que mais pesam, está a do MPF contra Rômulo Maiorana Jr, denunciado por evasão de divisa e sonegação fiscal, crimes que podem render ao empresário até 15 anos de prisão, caso ele seja condenado.
Para os promotores os trajetos indicados no plano de vôo não justificam os altos valores repassados à empresa. Por mês, o governo depositava R$ 2 milhões na conta a empresa. De setembro a novembro, o governo desembolsou quase meio milhão de reais.
Assista no quadro abaixo a reportagem feita pela RBA TV
(DOL com informações da RBA TV)
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