Pela segunda vez em sete dias, aeroportuários de Belém resolveram interromper o acesso de veículos a uma das entradas do Aeroporto Internacional Júlio Cesar. O protesto coincidiu com a realização, em Brasília, de uma reunião de conciliação entre representantes dos trabalhadores e Empresa Brasileira de Infraestrutura Aeroportuária (Infraero). A ação faz parte da mobilização grevista da categoria que reivindica melhores condições salariais como reajuste de 16%. Apesar do movimento, que se estendeu ao longo de todo o dia, a Infraero informou que o funcionamento do aeroporto não foi atrapalhado.
“Para nossa surpresa, a empresa demonstrou disponibilidade para negociar e neste exato momento [15h de ontem] estamos na mesa de negociação com o juiz do Tribunal Superior do Trabalho, mas nada está ainda definido”, explicou o delegado sindical do Sindicato Nacional dos Empregados em Empresas Administradoras de Aeroportos (Sina), Delcio Gonçalves. Em greve desde a última quarta feira, ele informou que os trabalhadores de todo o Brasil utilizarão o dia de hoje para avaliar a proposta apresentada pela Infraero. Em Belém, a assembleia geral da categoria marcada para amanhã, às 9h, no aeroporto internacional, deliberará os rumos da greve. “Se a maioria aceitar o que for apresentado, a greve acaba, mas caso não aceite, continuaremos por tempo indeterminado”, emendou.
De acordo com Delcio, a greve tem obedecido a determinação judicial que estabelece percentuais diferenciados para manutenção dos serviços. Na área administrativa, 40% do efetivo continuam trabalhando; em segurança e operação, 70% garantem o trabalho e no setor de proteção ninguém parou. “A categoria mantém o movimento dentro da legalidade. Em geral, temos mantido um regime de troca que faz com que um colega substitua o outro no trabalho de modo que todos possam manifestar seu descontentamento. Hoje [ontem] contabilizamos 123 dos 183 funcionários conseguindo em algum momento aderir ao movimento”, disse.
Segundo a Infraero, a greve não tem interferido nos serviços. A informação é de que o plano de contenção para minimizar transtornos está funcionando e que os 40% dos trabalhadores da aérea administrativa estão dando apoio ao setor operacional.
(Diário do Pará)
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